O que é preciso saber antes de escolher o seguro-viagem  

​Obrigatória para a entrada em países europeus e Cuba, a contratação do seguro-viagem é importante para dar respaldo ao turista no caso de uma emergência médica e exige cuidados na escolha da operadora e do plano.

Mesmo em viagens nacionais, é importante checar se o plano de saúde oferece cobertura no destino ou se é o caso de contratar um seguro.

“O serviço vale a pena porque, na maioria das vezes, o viajante não reserva uma quantia suficiente para cobrir os gastos com problemas de saúde”, diz Larissa Resende Mario, professora do curso de turismo da Universidade Anhembi Morumbi.

Nos roteiros internacionais, o atendimento médico e a internação hospitalar podem custar milhares de dólares. “As pessoas não têm ideia de que, nos Estados Unidos, por exemplo, uma fratura ou uma cirurgia de apendicite pode chegar a cinco cifras”, afirma Federico Siri, presidente da Travel Ace.

Segundo ele, os brasileiros têm contratado mais o serviço nos últimos anos, principalmente quando vão para locais mais distantes, mas se esquecem de fazer o mesmo para destinos na América do Sul. “Em geral, acham que são poucos dias e que nada vai acontecer”, diz.

É o que pensava a produtora Caroline da Costa, 28. Uma infecção urinária durante a estadia de quatro dias no Chile, em 2015, abalou o orçamento da viagem.

Costa gastou mais de R$ 1.000 com consulta, taxas do hospital e remédios. “Nunca tive costume de contratar seguro-viagem. Nem me lembrei”, diz ela. “Não tinha esse dinheiro. Precisei pagar tudo com o cartão de crédito.”

Ilustração de Elder Galvão para matéria sobre seguro-viagem
Ilustração Elder Galvão

COBERTURAS

Desde março de 2016, todas as operadoras são obrigadas a reembolsar o segurado caso ele precise ou prefira buscar atendimento por conta própria, contanto que as despesas não ultrapassem o valor que foi contratado.

Para isso, o viajante deve guardar notas fiscais e laudos médicos. Após a apresentação de todos os documentos, a seguradora tem até 30 dias para fazer o pagamento.

A maioria das empresas também oferece a assistência de viagem —o turista é encaminhado, por meio de uma ligação gratuita em português, a um hospital credenciado ou recebe a visita de um médico no hotel, sem ter que gastar nada a mais por isso.

Essa assistência é importante porque nem sempre o viajante sabe para qual hospital deve ir. E ter que descobrir isso em língua estrangeira durante uma emergência pode não ser fácil.

Em 2016, também passou a ser obrigatória a cobertura de crises ocasionadas por doenças preexistentes ou crônicas —se o viajante tem um problema cardíaco e sofre um infarto, por exemplo.

O seguro tem de cobrir ainda remoções para clínicas ou hospitais, regresso sanitário (se o retorno ao Brasil exigir cuidados) e traslado de corpo, em caso de morte.

As empresas ainda costumam incluir um pacote de coberturas adicionais como ajuda com extravio de bagagem e despesas jurídicas.

Para quem vai visitar um dos 27 países europeus que integram o Tratado de Schengen, é necessário contratar um seguro-viagem com cobertura mínima de € 30 mil (R$ 126.516). Nem sempre o documento é exigido na imigração, mas, se for pedido e o viajante não o tiver, poderá ser impedido de entrar.

Há exigência também para o ingresso em Cuba, mas sem um valor mínimo.

Fonte: O que é preciso saber antes de escolher o seguro-viagem  – 12/04/2018 – Turismo – Folha

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