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Associado diretamente a Lula, Haddad soma 22% e ultrapassa Bolsonaro 

O petista registra 31% no Nordeste e venceria todos os adversários no segundo turno, indica a nova pesquisa CUT/Vox Populi
Associado diretamente a Lula, Haddad soma 22% e ultrapassa Bolsonaro

A nova pesquisa CUT/Vox Populi confirma o poder de transferência de voto de Lula, preso em Curitiba e impedido de concorrer à presidência da República pelo Tribunal Superior Eleitoral. Quando claramente apresentado aos eleitores como o candidato do ex-presidente, o petista Fernando Haddad alcança 22% de intenção de votos e assume a liderança na disputa.

Jair Bolsonaro, do PSL, aparece em segundo, com 18%. Ciro Gomes, do PDT, registra 10%, enquanto Marina Silva, da Rede, e Geraldo Alckmin, do PSDB, aparecem com 5% e 4%, respectivamente. Brancos e nulos somam 21%.

O Vox Populi ouviu 2 mil eleitores em 121 municípios entre 7 e 11 de setembro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para cima ou para baixo. O índice de confiança chega a 95%.

O instituto tomou a decisão de associar Haddad diretamente a Lula no questionário, ao contrário das demais empresas de pesquisa. Segundo Marcos Coimbra, diretor do Vox Populi, não se trata de uma indução, mas de fornecer o máximo de informação ao eleitor. “Esconder o fato de que o ex-prefeito foi indicado e tem o apoio do ex-presidente tornaria irreal o resultado de qualquer levantamento. É uma referência relevante para uma parcela significativa dos cidadãos. Chega perto de 40% a porção do eleitorado que afirma votar ou poder votar em um nome apoiado por Lula”.

Um pouco mais da metade dos entrevistados (53%) reconhece Haddad como o candidato do ex-presidente. O petista, confirmado na terça-feira 11 como o cabeça de chapa na coligação com o PCdoB, também é o menos conhecido entre os postulantes a ocupar o Palácio do Planalto: 42% informam saber de quem se trata e outros 37% afirmam conhece-lo só de nome.

O desconhecimento é maior justamente na parcela mais propensa a seguir a recomendação de voto de Lula, os mais pobres e menos escolarizados. De maio para cá, decresceu sensivelmente o percentual de brasileiros que afirmam não saber que o ex-presidente está impedido de disputar a eleição: de 39% para 16%.

Ainda assim, é em meio a este público que Haddad registra grandes avanços. Na comparação com a pesquisa de julho, mês no qual o PT ainda nutria esperanças de garantir Lula na disputa, o ex-prefeito passou de 15% para 24% entre os eleitores com ensino fundamental e de 15% para 25% entre aqueles que ganham até dois salários mínimos. O petista chega a 31% no Nordeste e tem seu pior desempenho na região Sul (11%), mesmo quando associado ao ex-presidente.

Ciro Gomes é o menos rejeitado (34%) entre os cinco candidatos mais bem posicionados. Haddad tem a segunda menor taxa, 38%. No outro extremo, com 57%, aparece Bolsonaro.

O deputado, internado desde a sexta-feira 7 no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, registra contudo o maior percentual de menções espontâneas (13%), contra 4% de Ciro e Haddad, 3% de Marina e 2% de Alckmin.

O fato de as citações espontâneas se aproximarem da porcentagem registrada por Bolsonaro nas respostas estimuladas demonstra, ao mesmo tempo, um teto do candidato do PSL e uma resiliência que tende a leva-lo à próxima fase da disputa presidencial.

O Vox realizou diversas simulações de segundo turno. Bolsonaro venceria Alckmin (25% a 18%), empataria tecnicamente com Marina (24% a 26%) e perderia para Ciro (22% a 32%) e Haddad (24% a 36%). O pedetista e o petista vencem os demais. O instituto não fez a simulação de um confronto entre os dois.

Por fim, a pesquisa mediu a percepção dos eleitores em relação ao ataque a Bolsonaro ocorrido em Juiz de Fora em 6 de setembro. A maioria absoluta, 64%, associa a facada a um ato solitário de um indivíduo desequilibrado, “com problemas mentais”. Outros 35% acreditam tratar-se de um atentado organizado e planejado, com fins políticos.

A maior parte dos entrevistados (49% contra 33%) não crê que o episódio possa influenciar a decisão de voto dos brasileiros.

Fonte: Associado diretamente a Lula, Haddad soma 22% e ultrapassa Bolsonaro — CartaCapital

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‘O estado é racista, mas se falo isso é mimimi’, diz advogada algemada no Rio 

A advogada Valéria Lucia dos Santos, 48 – Zô Guimarães

A advogada Valéria Lucia dos Santos, 48, foi algemada por policiais na última segunda-feira (10) durante uma audiência em Duque de Caxias, no estado do Rio. Valéria e a juíza leiga discutiram, porque a advogada exigia ter acesso à peça da defesa. A juíza negou o pedido e chamou os policiais.

Pessoas na sala gravaram vídeos da discussão, mas não é possível ver todos os momentos ou o início do episódio. Segundo a OAB, Valéria estava “absolutamente correta”, e o ato foi uma grave violação. Questionado, o Tribunal de Justiça do Rio disse, em nota, que a juíza leiga pediu a presença de policiais “para conter uma advogada que não havia acatado orientações da magistrada”.

Valéria afirma que sofre diariamente com preconceito no trabalho e não se sente representada no Judiciário. Ela evita, entretanto, associar o seu caso ao racismo.

A OAB-RJ vai entrar com com representação contra os policiais e a juíza. A pedido da ordem, a audiência foi anulada e remarcada para 18 de setembro, quando será presidida por um juiz togado —o juiz leigo é um advogado que auxilia a Justiça em alguns juizados especiais, mas a decisão final é de um juiz togado.

A seguir, o depoimento de Valéria à Folha.

A ficha do racismo só caiu quando eu estava no chão, algemada. Os policiais me pegaram cada um por um braço na sala de audiência e me arrastaram em pé até o corredor. Não fui violenta com ninguém, só não me movi. Quando chegou do lado de fora da sala, me deram uma rasteira e eu caí sentada. Depois colocaram as algemas.

Nesse momento chegou o delegado da OAB. Ele foi muito firme: “Tira a algema dela agora!”. Os policiais obedeceram na hora. Já eram quatro a essa altura. Aí você pensa: Como é a formação da nossa sociedade? Vamos dar os nomes: tem o senhor de engenho, a senhorinha, o capitão do mato. E quem estava no chão algemado? Eu.

Estado é racista, entendeu? Mas se eu falo isso é mimimi, é vitimismo, por isso que eu não queria atrelar esse caso a racismo, porque eu não quero ouvir essa resposta. A minha luta ali era garantir o meu direito de trabalhar. O racismo vai voltar a acontecer. Eu tento abstrair, ignoro. Mas não dá para tirar o meu ganha pão.

Naquele dia, a juíza leiga já tinha começado a audiência com uma pergunta não muito amigável. A minha cliente também é negra, e a juíza falou: “vocês são irmãs?”. A cliente respondeu, eu fingi que não tinha ouvido e continuei o meu trabalho.

Episódios assim acontecem quase todo dia, mas muitos colegas não falam porque acham que não vale a pena ou não querem criar problema. Vou dar um exemplo simples. O direito tem várias formalidades. Tem uma cadeira para o advogado e uma para o cliente. Eu sento na cadeira do advogado e os juízes me perguntam: “a senhora é o quê?”. Ou eles falam para os outros advogados na sala que já os conhece, mas eu preciso mostrar a carteira da OAB. Não adianta eu dar o número, preciso mostrar o documento.

Não vou te enganar, eu entro nas audiências e não me sinto representada. A gente está em minoria na estrutura institucional do Judiciário. A última vez que um desses episódios aconteceu, eu me acovardei, não quis arrumar tumulto. Naquele dia em Caxias, decidi que isso não ia se repetir. Eu tinha direito de ver a peça da defesa.

A juíza leiga negou. Eu saí da audiência para buscar o delegado da OAB, mas ele não estava na sala dele. Avisei à atendente. Quando voltei, a juíza tinha encerrado a audiência e me mandou esperar do lado de fora. Me recusei. Disse que eles, como representantes do Estado, não estavam respeitando a lei. Ela decidiu chamar a força policial.

Tanto foi uma violação que a audiência foi remarcada, com um juiz togado. Aquele ato ali, tanto meu, se eu extrapolei, quanto o dela, foi anulado. Na hora eu não chorei, mas por dentro eu chorava. Fiquei muito mal. Quando cheguei em casa, sozinha, desabei.

Na OAB, quando uma outra advogada negra me abraçou e disse que tinha se sentido representada pela minha atitude, também fiquei muito comovida. Não esperava essa acolhida.

No dia seguinte tentei espairecer, fazer a minha corrida em Mesquita, na Baixada Fluminense, onde eu moro. Eu sempre fui atleta. Fiz atletismo e joguei basquete profissionalmente, muito antes do Direito chegar na minha vida. Meu pai era caminhoneiro e minha mãe, costureira.

Na adolescência, fui convidada para jogar no Iguaçu Basquete Clube e no América. Aos 17, me mudei para Santa Catarina para ser atleta em Criciúma e depois em Concórdia. Morava em uma república de jogadoras, treinava de manhã, ia para escola, estudava de tarde e treinava de novo. Recebia um salário, tudo direitinho. Joguei contra a Paula, a Hortência, várias atletas famosas.

Com 24, voltei para o Rio para fazer faculdade. Comecei com fisioterapia, depois mudei para educação física na Universidade Federal Rural. Fui a primeira da família a entrar na faculdade.

Antes de concluir, recebi uma bolsa para estudar e jogar nos Estados Unidos, na Oral Roberts University, em Tulsa, Oklahoma. Morei lá dez anos, casei com um americano e tive dois filhos. Quando fiquei grávida, perdi a bolsa. Fiz um curso técnico e me tornei auxiliar de enfermagem.

Em 2005, minha mãe foi diagnosticada com câncer de pulmão, e eu decidi voltar ao Brasil. Meu casamento já não estava bom, e nos divorciamos. As crianças vieram comigo, conheceram a avó. Retornei para a Baixada e segui com a enfermagem.

Aos poucos, o desejo de terminar a faculdade voltou. A saúde no Brasil estava muito precária e escolhi cursar direito. Passei em uma universidade particular, com o Prouni. Mas me angustiava com a situação dos meus filhos.

Infelizmente, com a implantação das UPPs na cidade do Rio, a Baixada ficou muito perigosa. Meus dois irmãos foram assassinados em Mesquita. Eu olhava para os meus filhos dormindo e pensava: ‘Meu Deus…’ Eles faziam várias atividades, futebol, natação, judô, mas eu tinha aquele receio de mãe. Eu trabalhava muito, fazia faculdade. Pensava: ‘E se eu vacilar, não for tão atenta? Com o tráfico e aquela violência toda…’

O Brasil não investe no ser humano, e eles vão ficando pelo meio do caminho. Tem uns que têm uma força muito grande e, mesmo com todas as dificuldades, conseguem quebrar barreiras. Outros não, e são esses que nós perdemos.

Então na época eu liguei para o meu ex-marido e chegamos a um acordo. Era melhor para os nossos filhos que eles voltassem para os EUA. Não consegui viajar para visitá-los ainda, faz sete anos que não os vejo. Sou advogada autônoma, no começo da carreira, me formei em 2016. Ganho pouco, cerca de R$ 1.500 por mês. Trabalho de casa, em Mesquita, e duas vezes por semana em um escritório de Caxias.

Foi uma decisão radical mandar meus filhos para os EUA, mas foi a melhor opção. Um está começando a faculdade de engenharia, na Carolina do Norte, e o outro está terminando o segundo grau. É difícil para mim falar disso [fica em silêncio, suspira]. Tenho saudade, mas vejo que eles estão evoluindo lá. O mais velho conseguiu uma bolsa de estudos. Então foi doloroso sim, mas valeu a pena.

Como meus pais já faleceram e meus filhos estão fora, a minha referência aqui são os meus tios. Foi com um deles que fui conversar depois do que aconteceu no fórum. Porque as pessoas mais velhas, mesmo sem estudo, são muito sábias. Ele me disse: “Você é igual à sua mãe, não leva desaforo para casa”. E me deu o melhor conselho: “Não abaixa a cabeça, segue em frente”.

Fonte: ‘O estado é racista, mas se falo isso é mimimi’, diz advogada algemada no Rio – 12/09/2018 – Cotidiano – Folha

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Projeto com reajuste de servidores chega à Câmara e deve ser votado já nesta quarta

Projeto com reajuste de servidores chega à Câmara e deve ser votado já nesta quarta
Foto: Guilherme Ferreira / Bahia Notícias

O projeto de lei que reajusta o salário dos servidores municipais foi protocolado na Câmara de Vereadores nesta segunda-feira (10). A proposta deve ser votada em sessão marcada já para esta quarta (12). Prefeitura e servidores chegaram a um acordo depois que parte da categoria, incluindo os professores (veja mais), entrou em greve.

Entre os principais pontos do projeto de lei está o reajuste de 1,25% na matriz salarial para trabalhadores da área de saúde. Além disso, os servidores também garantiram abono para os aposentados em 30% para aqueles que ganham até dois salários mínimos e em 20% aos que ganham até 03 salários. Além disso, será criado um nível no percentual de 2,5% para os empregados vinculados às empresas públicas da prefeitura, como a Cogel, Limpurb, Desal, Saltur e Transalvador.

Fonte: Bahia Notícias / Notícia / Projeto com reajuste de servidores chega à Câmara e deve ser votado já nesta quarta – 10/09/2018

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Produtos prometem mudar bactérias gastrointestinais e entregar pele boa 

Pesquisadores dizem que não há estudos suficientes e que mudança alimentar é a chave

Há três anos Danielle Fleming, 43, corretora de imóveis de Hoboken, no estado de Nova Jersey, começou a sofrer com acne. Eram espinhas feias e estranhas, diz.

Depois de trocar detergentes, spray para o cabelo e todas as outras coisas nas quais ela poderia pensar, Danielle procurou uma dermatologista em busca de medicamentos ou um tratamento a laser. No fim, ela voltou com a prescrição de uma dieta.

Montagem com rostos e com bactérias
Inúmeros probióticos em pílulas e pós prometem pele melhor com mudanças na microbiota gastrointestinal – Andrew D’Aquino/The New York Times

Foram necessários dois anos para que Danielle seguisse corretamente a dieta sugerida por Whitney Bowe, dermatologista de Nova York.

A recomendação alimentar, descrita no livro “The Beauty of Dirty Skin” (a beleza da pele suja, em tradução livre) de Bowe, é essencialmente uma lista de alimentos de baixo índice glicêmico junto a comidas fermentadas por bactérias.

O objetivo é alterar os trilhões populacionais de micro-organismos gastrointestinais e dar fim a inflamações, inclusive as de pele.

Mas Danielle, confessa viciada em açúcar, estava relutante em abrir mão do seu iogurte adoçado artificialmente e das visitas a lojas de doces.

Na esperança de que fosse suficiente, a tática era adotar pequenas doses da dieta recomendada. Não foi, e ela teve que começar a levar o assunto a sério. “Não tenho uma crise de acne desde então”, diz Danielle.

Arrumar a microbiota gastrointestinal tem sido relacionado a uma ampla gama de benefícios. Segundo estudos, a mudança poderia ajudar a reduzir a incidência de câncer, derrame e obesidade.

Agora é o mercado de cuidados com a pele que entra na microbiota em busca da perfeição. Há uma infinidade de probióticos em pílulas e pós —e nomes como Glow (brilho) e Inner Beauty (beleza interna)— que afirmam poder mudar a microbiota.

Mas, infelizmente, não é possível “limpar” a microbiota e a pele com um probiótico. Pelo menos ainda não.
Há pequenos estudos associando certos tipos de bactérias à redução da acne e hidratação e elasticidade da pele.

Por exemplo, o L K-1 (nome curto para Lactobacillus casei subsp. casei 327) parece promover proteção da
pele e reduz a descamação, de acordo com estudo japonês de 2017. Já o Lactobacillus rhamnosus SP1 tem sido relacionado à redução da acne em adultos, segundo estudo de 2016.

Então, por que não se pode só ingerir essas bactérias e se beneficiar com os resultados?

Em primeiro lugar, ainda não há consenso de que um estômago forte —do ponto de vista das bactérias— seja o segredo para uma pele limpa.

Ainda não sabemos quais as conexões entre a microbiota e a pele, diz Justin Sonnenburg, professor de microbiologia da Universidade Stanford. O cientista diz que o que acontece no trato digestório não tem efeitos somente locais. Os micro-organismos afetam o metabolismo, respostas imunes e estresse.

Mas um dos problemas dos probióticos atuais é que a microbiota de cada pessoa é diferente. Ou seja, tomar um probiótico e esperar que ele funcione é como jogar na loteria.

Mesmo que comprovada no futuro, a relação direta entre microbiota e pele vistosa não necessariamente terá probióticos como chave.

Bowe diz que o uso de probióticos é indicado junto a uma alimentação equilibrada.

Já Sonnenburg diz acreditar que as fórmulas para pele eventualmente ficarão mais precisas, para diferentes tipos de pele e com diferentes dosagens, tudo aliado a uma dieta. Com isso será possível promover a construção de uma comunidade de um determinado tipo de bactéria.

Hoje, a melhor forma de melhorar a pele —de dentro para fora— parece ser a boa e velha mudança alimentar.

Além disso, comer alimentos integrais, não exagerar na gordura saturada e minimizar o açúcar refinado são ações já relacionadas a outras melhorias na saúde.

Fonte: Produtos prometem mudar bactérias gastrointestinais e entregar pele boa – 11/09/2018 – Equilíbrio e Saúde – Folha

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Em guerra bilionária, farmacêutica tenta barrar genérico contra hepatite C 

Produção do medicamento no Brasil geraria economia de R$ 1 bi ao governo

 A farmacêutica americana Gilead está barrando a compra de um medicamento genérico para hepatite C que geraria uma economia de cerca de R$ 1 bilhão ao ano para o governo brasileiro.

A Gilead produz o sofosbuvir, um antiviral que cura a hepatite C em 95% dos casos e revolucionou o tratamento desde 2014. Antes, a terapia mais eficaz disponível curava em apenas 50% dos casos.

Neste ano, o Ministério da Saúde anunciou um plano para eliminar a hepatite C até 2030, e o SUS passou a tratar todos os pacientes com os novos antivirais, e não apenas os doentes mais graves. Mas o tratamento que usa o sofosbuvir chega a custar R$ 35 mil por paciente no Brasil e limita número de pessoas tratadas.

Posto de orientação e campanha contra a hepatite C, na avenida Paulista, em SP – Marcelo Chello – 27.jul.2018/CJPress

Um convênio entre Farmanguinhos-Fiocruz e Blanver obteve registro da Anvisa para fabricar o sofosbuvir genérico. Em tomada de preços no início de julho no Ministério da Saúde, a Gilead ofereceu o sofosbuvir a US$ 34,32 (R$ 140,40) por comprimido, e a Farmanguinhos ofertou o genérico a US$ 8,50 (R$ 34,80).

Hoje, o ministério paga US$ 6.905 (R$ 28.241) pela combinação sofosbuvir e daclatasvir de marca. Com a nova proposta, o governo passaria a pagar US$ 1.506 (R$ 6.160), com a Fiocruz e a Bristol. Dada a meta de tratar 50 mil pessoas em 2019, isso significaria uma economia de US$ 269.961.859 (R$ 1,1 bilhão) em relação aos gastos com a combinação sem o genérico.

O departamento de hepatites do ministério solicitou em agosto a compra do medicamento mais barato com urgência. Por causa de contestações de farmacêuticas, não foi feita a aquisição, e o estoque de vários antivirais no SUS acabou há meses. Há fila de 12 mil pacientes, e muitos esperam há mais de seis meses.

O ministério afirma que ainda não há decisão. “O processo de aquisição do sofosbuvir foi iniciado, e todas as empresas que têm registro no Brasil poderão participar”.

“Aquilo não foi uma tomada de preços, não houve processo de compra, estamos questionando por que alguns produtos não foram considerados”, disse o diretor-geral da Gilead, Christian Schneider.

No dia 28 de agosto, a Gilead enviou carta ao ministério, obtida pela Folha, na qual pede a anulação dos resultados da reunião e oferece uma nova combinação de drogas por um preço inferior aos genéricos.

Mas, segundo técnicos, a oferta inclui uma droga que não funciona para todos os vírus de hepatite e não é recomendada pela Organização Mundial da Saúde.

“Nossa combinação é mais avançada, e os genéricos não consideram todos os cenários”, diz Schneider.

Um grupo liderado pelos Médicos sem Fronteiras (MSF) encaminhou uma representação ao Ministério Público acusando a Gilead de pressionar o INPI (Instituto Nacional da Propriedade Intelectual) para conceder a patente do sofosbuvir e de entrar com inúmeras ações judiciais para barrar o genérico.

“A competição com genéricos pode resultar em cura mais acessível para as 700 mil pessoas com hepatite C no país. O Brasil pode enviar uma mensagem ao mundo, com decisões que estimulam a concorrência e permitem maior acesso a tratamentos”, diz Felipe Carvalho, da MSF.

A Gilead solicitou registro da patente do sofosbuvir no Brasil. De 126 pedidos da empresa, 124 foram rejeitados pelo INPI e dois estão em análise e poderiam bloquear o genérico.

Fonte: Em guerra bilionária, farmacêutica tenta barrar genérico contra hepatite C – 11/09/2018 – Cotidiano – Folha

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Salvo pelo SUS, Bolsonaro não pretende aumentar recursos para o sistema

Constatação está em análise feita por pesquisadores da USP, UFRJ e Fiocruz

“Se um dia você sofrer um acidente grave, um tiro ou uma facada e tiver condições de falar, peça para te levarem ao Hospital das Clínicas. Não importa que o seu convênio dê direito ao Sírio e ao Einstein. No hospital público estarão os profissionais mais experientes para cuidar desses casos porque fazem isso o tempo todo.”

Na última quinta (6), tão logo soube da facada da qual foi vítima o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), lembrei-me dessa recomendação feita anos atrás por um médico amigo, quando me mudei para São Paulo.

​Bolsonaro foi levado à Santa Casa de Juiz de Fora (MG). A rapidez com que foi atendido e a eficiência da equipe médica foram fundamentais para salvar a vida do candidato. Ele chegou à emergência do hospital, localizado a menos de 1 km do local do atentado, dez minutos após ser esfaqueado.

Ficou na sala vermelha menos de dez minutos e, depois de estabilizado, foi levado para fazer ultrassom de abdômen e uma tomografia, que mostraram um intenso sangramento na cavidade abdominal. A cirurgia foi imediata. No dia seguinte, o candidato foi transferido para o hospital Albert Einstein (SP).

Na Santa Casa de Juiz de Fora, tudo foi pago pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Segundo a revista Piauí, a equipe médica receberá R$ 367,06 pelo tratamento cirúrgico de lesões vasculares traumáticas do abdômen, conforme a tabela. E o hospital, R$ 1.090,80.

Assim como outras instituições filantrópicas do país, o hospital enfrenta dificuldades financeiras, especialmente pela defasagem da tabela de repasses do SUS. Relata prejuízos que ultrapassam R$ 27 milhões, segundo levantamento de 2017.

Mas a julgar pelas proposições para a saúde contidas no programa que inscreveu formalmente no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Bolsonaro não pretende aumentar os recursos para o SUS. Ele considera excessivos os atuais gastos com saúde.

É o que aponta a análise “A saúde nos programas dos candidatos à Presidência da República do Brasil em 2018”, feita pelos pesquisadores Mario Scheffer (USP), Ligia Bahia (UFRJ) e Ialê Falleiros Braga (Fiocruz), a partir das proposições oficiais para a área de todos os candidatos à Presidência da República.

Segundo os autores, Bolsonaro fundamenta seu diagnóstico em dados mal interpretados de um gráfico desatualizado que faz uma comparação de gastos em saúde de diversos países.

Talvez a experiência que teve na Santa Casa de Juiz de Fora faça o candidato e outros presidenciáveis a mudar de ideia sobre o SUS e seu crônico subfinanciamento. Obviamente que isso não elimina a necessidade urgente de o sistema se tornar mais eficiente e conter desperdícios e fraudes.

O atendimento exitoso prestado ao candidato pela Santa Casa de Juiz de Fora reforçou ao país um SUS que funciona, um SUS que atende a todos independentemente das posições ideológicas, orientação sexual, condições socioeconômicas, credo ou cor. Um SUS que vai completar 30 anos no próximo mês e ainda não foi reconhecido pelo brasileiro como um sistema para chamar de seu.

Fonte: Salvo pelo SUS, Bolsonaro não pretende aumentar recursos para o sistema – 11/09/2018 – Cláudia Collucci – Folha

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Advogados relatam ameaças por terem assumido defesa de agressor de Bolsonaro

O advogado Fernando Magalhães relatou ter recebido ameaças por ter assumido a defesa de Adelio Bispo de Oliveira, homem que esfaqueou o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) na última quinta-feira, em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira.

“Recebemos ameaças. Tirei meus filhos de circulação. Assim que pousamos (em Belo Horizonte), recebemos ligação. Foi uma situação muito ruim”, disse, em entrevista ao Estado de Minas.

Além de ameaças via telefone, as críticas ao trabalho dos quatro representantes da defesa se tornaram frequentes nas redes sociais. O advogado Pedro Augusto de Lima Felipe e Possa disse ter sido questionado, inclusive, por colegas de profissão.

“Eu ouvi críticas, muitas críticas nas redes sociais e por mensagens na internet. Diretamente a mim, só críticas. Ameaças não. Vi que o doutor Zanone (Manuel de Oliveira Júnior, também da defesa) e o Fernando, sim. Ouvi críticas até de colegas. Se não fôssemos nós, seriam outros advogados ou até mesmo um defensor público, pago pela sociedade. Não concordamos com a ação do Adelio, mas não vamos nos acovardar diante de ameaças”, relatou.

Fernando fez coro às declarações de Pedro: “Nós estamos pedindo a condenação do cara. A gente prega que seja justa. A defesa lamenta o ocorrido. Nós não temos nada contra o Bolsonaro. Desejamos melhoras para ele. Não existe nenhuma vontade nossa. É um réu da Justiça. Não somos moleques da advocacia. Estamos defendendo o direito de uma pessoa, não um partido ou uma ideologia. Não tenho partidarismo nenhum. Defendo o direito de uma pessoa”, concluiu.

Os advogados Zanone Manuel de Oliveira Júnior e Marcelo Manoel da Costa também trabalham na defesa de Adelio. A reportagem tentou entrar em contato com os dois, que não atenderam as ligações.

Fonte: Advogados relatam ameaças por terem assumido defesa de agressor de Bolsonaro

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Jovem, negro, candidato do PT é baleado à queima-roupa pela polícia no PR | Brasil 247

Fonte: Jovem, negro, candidato do PT é baleado à queima-roupa pela polícia no PR | Brasil 247

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Vacinação contra sarampo e poliomielite é prorrogada até 14 de setembro

Sem atingir a meta ideal, a campanha de vacinação contra sarampo e poliomielite será agora prorrogada até 14 de setembro, informou nesta segunda-feira (3) o Ministério da Saúde.

Balanço preliminar da pasta indica que 88% das crianças de um a menores de cinco anos já foram vacinadas, o equivalente a 9,8 milhões.

Campanhas de vacinação pelo país

A meta, porém, era vacinar até 95% do público-alvo, composto por 11,2 milhões, até o dia 31 de agosto, data final da campanha.

Até agora, apenas sete estados atingiram esse percentual: Amapá, Santa Catarina, Pernambuco, Rondônia, Espírito Santo, Sergipe e Maranhão. Os demais ainda estão abaixo desse índice.

A menor cobertura ocorre no Rio de Janeiro, onde apenas 68% das crianças já foram vacinadas.

Diante da dificuldade, municípios de diferentes regiões do país realizaram um segundo “dia D” neste sábado. O primeiro ocorreu em 18 de agosto.

A adesão, no entanto, ainda ficou abaixo do esperado. Agora, a recomendação é que estados e municípios façam busca ativa para garantir que todo o público-alvo da campanha seja vacinado.

Neste ano, a campanha de vacinação é “indiscriminada”, o que significa que mesmo crianças que estão com a carteirinha de vacinação em dia devem receber novas doses de reforço contra as duas doenças.

O objetivo é elevar a cobertura vacinal no país e reforçar a proteção de já vacinados. Desde fevereiro, o país já registra 1.553 casos de sarampo, com sete mortes. Outros 6.975 casos permanecem em investigação.

Já a poliomielite preocupa diante da queda nas coberturas vacinais, o que aumenta o risco de retorno da doença caso haja nova reintrodução do vírus no país e contato com não vacinados.

Durante a mobilização, a aplicação das doses tem esquemas diferentes dependendo da situação vacinal de cada criança.

Crianças que nunca tomaram nenhuma dose de vacina contra a pólio, por exemplo, devem receber uma dose da VIP (vacina injetável).

Já aquelas que já tiverem tomado uma ou mais doses recebem a VOP (vacina oral), conhecida como gotinha. A ideia é reforçar a imunização contra a doença.

Contra o sarampo, a campanha prevê que todas as crianças recebam uma dose da vacina tríplice viral. A exceção são aquelas que já foram vacinadas nos últimos 30 dias.

Segundo as secretarias de saúde, a vacina é contraindicada apenas para crianças imunodeprimidas, como aquelas submetidas a tratamento de leucemia e pacientes de câncer.

Já crianças alérgicas à proteína lactoalbumina, presente no leite de vaca, devem informar o quadro às equipes de saúde. Neste caso, elas recebem outra vacina contra sarampo, produzida pelo instituto BioManguinhos.

Fonte: Vacinação contra sarampo e poliomielite é prorrogada até 14 de setembro

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A intolerância, o preconceito e o ódio presentes nas redes sociais fizeram a primeira vítima fatal

“Pode ser o mal do século. Um círculo vicioso próprio de um mundo que cultua o poder de uns poucos sobre a grande maioria, robotizada, alienada, perdida, que tem o dom de pensar, imaginar, mas que é levada a viver apenas pela mera sobrevivência. Aí, não consegue vislumbrar um caminho plausível para seguir, pois não foi ensinada a buscar o conhecimento como luz para se enxergar a própria verdade. Perambula como zumbi pelas ruas da vida e, sem ter noção do que é viver, acaba sucumbindo, dilacerada pela angústia, esta chama que destrói o peito, dilacera a alma e abrevia a existência”.

Mestre Baba Zen Aranes.

SIMPLESMENTE, …

… estarrecedor. Como não entender e aceitar que estamos revivendo os momentos da idade média, onde a igreja, no afã de dominar o mundo europeu, promoveu a chamada caça às bruxas, demonizando todos os que não comungassem com seus próprios princípios, teses e crença, julgando-os de maneira arbitrária e sempre os condenando ao sofrimento através de seus milhares de instrumentos de tortura, dentre os quais o “Tripallium” – denominação de um instrumento de tortura formado por três (tri) paus (pallium), de onde teria surgido a nomenclatura, o nome para um dos principais instrumentos de dominação e subjugação da história da humanidade: o trabalho. O que fez com que fosse perpetuado o estado de escravidão de maneira a que o escravo acreditasse na falsa ideia de sua própria liberdade. Verdadeiro instrumento de enganação e tese para manter a grande massa anestesiada e confiante que, inclusive, um dia poderá deixar a senzala e construir seu próprio império.

E ASSIM COMO …

… no período que ficou conhecido historicamente como os mil anos de escuridão, pelas atrocidades cometidas, pelo arbítrio e pelos chamados tribunais de inquisição, estamos presenciando hoje em dia, situação parecida e até mais grave, se considerarmos que hoje o mundo é totalmente diferente e infinitamente mais tecnológico.

HOJE, O PLANETA …

… vive a era da desinformação, uma vez que as coisas trafegam de forma rápida demais e não se vê mais o compromisso com a checagem dos fatos, a busca da proximidade com a realidade. Mas, sim, tudo baseado no achismo, no julgamento lastreado na falta de conhecimento histórico e científico, na própria moral que é produto do entendimento de cada um, carregada de hipocrisia, de preconceitos e de discriminação.

É NESTE TERRENO, …

… que se estabelecem os atuais tribunais de inquisição, o nosso “caça às bruxas”, onde, as reuniões de “notáveis” donos da verdade, no cara a cara, foram substituídas pelas redes sociais, onde as tribos de “sábios” analfabetos ou “semialfabetizados”, os “amigos distantes”, acham isso e aquilo e também condenam a tudo e a todos, mas não a irem às fogueiras da inquisição, e sim ao achacamento, às taxações de rótulos de baixo calão, levando os assacados ao exílio da vergonha e da discriminação, do rebaixamento social.

E NESTA SEMANA …

… acabamos chegando à nossa primeira morte ocasionada por estes achaques morais, por estes verdadeiros tribunais de inquisição, que se arvoram de uma só vez em acusação e defesa e já prolatam a sentença em pequenos comentários de umas poucas e analfabetas linhas cheia de ódio, de discriminação e de preconceito.

UMA PROFESSORA …

… da rede municipal de ensino, na manhã de segunda-feira, foi flagrada pelos funcionários do Supermercado Extra, na General Osório, numa tentativa de furto de alguns poucos gêneros alimentícios.

EM TEMPOS …

… de ódio, os encarregados da segurança do estabelecimento comercial, ao invés de usarem da temperança e levarem a pessoa para um escritório, de forma acintosa, expuseram publicamente o deslize da professora, inclusive, dando oportunidade pra alguém que gosta de ver o circo pegar fogo fotografar todos os detalhes.

ALÉM DO FLAGRANTE, …

… ter sido registrado na delegacia, com a professora pagando fiança para responder o processo em liberdade, por uma tentativa de furto de bagatela (os produtos juntos, não passavam de R$ 50,00), ou mesmo um fato impunível, pois nestes casos, os nossos tribunais já têm entendido que os mercados já colocam na margem de lucro a possível perda dos pequenos furtos; ou mesmo por não se consumarem, uma vez que todo o desenrolar do fato é acompanhado pelas câmeras de segurança e pelos próprios seguranças que não deixam acontecer, ou propositalmente deixam que ocorra; o sujeito que fotografou “viralizou” as fotos da professora em situação constrangedora pelos grupos de Whats.

AS FOTOS, …

… sempre acompanhadas de comentários discrimina­tórios, agressivos, carregados de ódio, como se o erro cometido pelo ser humano, que ninguém sabe em quais circunstâncias ocorreu, ou quais as razões que levaram a professora a cometer tal despautério, fosse imperdoável, de gravidade mundial.

PRATICAMENTE …

… 12 horas depois, a situação já se mostrava insustentável para a professora que, via WhatsApp, desabafava com sua advogada, dando a entender que havia perdido o chão, prenunciando que iria tomar uma decisão drástica (veja o diálogo completo na matéria da página 4), pois não iria suportar tantos julgamentos e exposição nas redes sociais.

FORAM TANTOS …

… os compartilhamentos e as sentenças desabona­doras, condenatórias e apenadas com xingamen­tos e demonstrações de ódio, que a professora, não conseguiu resistir, acabou se jogando debaixo de um veículo, tirando a própria vida.

O MOTORISTA …

… que estava passando pelo lugar errado, na hora errada, nem parou para ver o que tinha acontecido e desapareceu. O corpo da professora ficou tão desfigurado que nem seu irmão conseguiu reconhecê-lo.

QUAIS OS PROBLEMAS…

… que a professora vivia? Qual sua situação psicológica? Nada disso foi levado em consideração e o “tribunal” das redes sociais de nossa cidade conseguiu executar sua primeira sentença de morte. Um ser humano que, sem dúvidas, devia ter seu lado lindo, não apenas físico, mas da própria alma, foi executado sem dó nem piedade pelos donos da verdade, por aqueles covardes que atrás da tela do computador ou com Smartphone nas mãos, se transformam em deuses com o poder de julgar e executar a própria sentença.

PARA AS …

… crianças vai ficar a saudade da “Tia Carlinha”, como era chamada. Para os familiares, muito mais que a ausência, vai faltar uma parte de suas vidas que não pode ser vivida.

MAS PARA …

… a legião de iletrados, semialfabetizados, que acredita ser a dona da verdade absoluta, foi apenas mais um caso. Não ficou nenhuma ferida. Vão precisar muitos ainda para que possa entender que é por isso que os tribunais têm todo um processo para cumprir, cheio de técnicas que garantam um mínimo de imparcialidade e de busca de provas para que injustiças não sejam cometidas. E ainda assim, elas acontecem o tempo todo.

José Salamargo – acreditando piamente que a maioria do povo brasileiro está caminhando do nada para o lugar nenhum, pois, não tem capacidade mínima de compreensão, de análise, de reflexão, de busca da realidade e ainda crê em gnomos, em Momos, mulas sem cabeça e outros seres esotéricos, construindo sempre um mundo irreal, cheio de mágoas, muito ódio e preconceito, que está levando toda uma sociedade a viver num estado zumbi. Mortos vivos que não sabem o que fazer e nem pra onde ir.

Fonte: A intolerância, o preconceito e o ódio presentes nas redes sociais fizeram a primeira vítima fatal