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DST pouco conhecida assusta médicos europeus por resistência a antibióticos 

Uma infecção sexualmente transmissível pouco conhecida pode se transformar em uma superbactéria resistente a tratamentos com antibióticos mais conhecidos, segundo um alerta feito por especialistas europeus.

Mycoplasma genitalium, ou MG, como é conhecido, já se mostrou resistente a alguns deles e, no Reino Unido, autoridades de saúde trabalham com novas diretrizes para evitar que o quadro vire um caso de emergência pública.

O esforço é para identificar e tratar a bactéria de forma mais eficaz, mas também para estimular a prevenção, com o uso de camisinha.

O QUE É?

Mycoplasma genitalium é uma bactéria que pode ser transmitida por meio de relações sexuais com um parceiro contaminado.

Nos homens, ela causa a inflamação da uretra, levando a emissão de secreção pelo pênis e a dor na hora de urinar.

Nas mulheres, pode inflamar os órgãos reprodutivos —útero e as tubas uterinas— provocando não só dor, como também febre, sangramento e infertilidade.

A infecção, porém, nem sempre apresenta sintomas.

E pode ser confundida com outras doenças sexualmente transmissíveis, como a clamídia, que é mais frequente no Brasil.

PREOCUPAÇÃO

A ascensão da M.genitalium ocorre principalmente no continente europeu, mas, no Brasil, o Ministério da Saúde diz que monitora a bactéria tanto pelo aumento da prevalência quanto pelo aumento da resistência antimicrobiana.

Como a infecção por essa bactéria não é de notificação compulsória no país, ou seja, as secretarias de saúde dos Estados e municípios não são obrigadas a informar os casos, não se sabe quantas são as pessoas atingidas.

No entanto, segundo o Ministério da Saúde, estudos regionais demonstram que ela “é muito menos frequente que outros agentes como a N. gonorrhoeae (responsável pela gonorreia) e Chlamydia trachomatis (responsável pela clamídia) —que, quando não tratadas, também podem causar infertilidade, dor durante as relações sexuais e outros danos à saúde.

No Reino Unido, por outro lado, o quadro preocupa, segundo a Associação Britânica de Saúde Sexual e HIV (BASHH, na sigla em inglês).

A associação afirma que as taxas de resolução da infecção após tratamento com um grupo de antibióticos chamados macrolídeos estão diminuindo e que a resistência da M.genitalium  a esses antibióticos é estimada em cerca de 40% no Reino Unido. “Sessenta por cento das infecções permanecem sensíveis a macrolídeos como a azitromicina”, diz o médico Paddy Horner, da Associação Britânica de Saúde Sexual e HIV e responsável por desenvolver as diretrizes relacionadas à doença.

Segundo Horner, antes de 2009, quase todas as infecções por Mycoplasma genitalium eram sensíveis a esse grupo de antibióticos.

DIRETRIZES

Novas diretrizes detalhando a melhor forma de identificar e tratar a M.genitalium estão sendo lançadas no Reino Unido.

Já existem testes para detectar a bactéria, mas eles ainda não estão disponíveis em todas as clínicas da Inglaterra, onde os médicos podem, entretanto, enviar amostras para o laboratório da Public Health England —a agência executiva do Departamento de Saúde e Assistência Social – para obter um diagnóstico.

Peter Greenhouse, especialista em DSTs, recomenda às pessoas que tomem precauções.

“Já é hora de o público aprender sobre o Mycoplasma genitalium“, disse ele. “É mais um bom motivo para por camisinhas nas malas das férias de verão —e realmente usá-las.”

No Brasil, o Ministério da Saúde afirma que “a realidade ainda é muito diferente da Inglaterra”, mas que é necessário identificar os casos e tratá-los “para interromper a cadeia de transmissão”.

“Vale destacar que a camisinha masculina ou feminina é fornecida gratuitamente pelo Sistema único de Saúde (SUS), podendo ser retirada nas unidades de saúde de todo o país”, lembra.

Fonte: DST pouco conhecida assusta médicos europeus por resistência a antibióticos – 17/07/2018 – Equilíbrio e Saúde – Folha

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Veja dicas de como introduzir a meditação na sua rotina 

Meditar não é difícil e você não precisa fugir para as montanhas para praticar, como um monge budista. Basta separar alguns minutos da sua rotina e ir implementando, aos poucos, a meditação na sua vida. Quem ensina é a professora de yoga, Patrícia Britto, do blog Namastê.

“É possível usar técnicas meditativas para trazer mais clareza mental para o seu dia a dia. Isso ajuda a conhecer melhor como funciona sua mente, o que traz uma série de benefícios: redução da ansiedade, melhor gerenciamento das emoções, capacidade de sentir-se em paz independentemente das circunstâncias externas, mais habilidade de concentração, melhora do humor, entre outros”, diz.

Crie o hábito
Escolha um lugar e horário, de preferência pela manhã, para meditar todos os dias. Manter uma rotina ajuda a mente a entrar no estado meditativo quando a hora se aproximar. Procure um local silencioso para evitar distrações.

Comece aos poucos
Começar com 10 minutos por dia é suficiente e, depois de um mês, em média, você já pode começar a sentir os efeitos.

Espinha ereta
Sente-se em uma postura confortável, com a coluna ereta. Não precisa necessariamente cruzar as pernas em lótus e pode inclusive usar uma almofada, apoiar as costas ou se sentar em uma cadeira. Se a postura for desconfortável, sua atenção vai ser desviada para a dor e dificilmente você vai conseguir se concentrar por muito tempo.

Dica: Evite meditar deitado ou no ambiente onde você dorme. Se a mente ainda não está acostumada, quando você reduzir o fluxo de pensamentos terá mais chance de pegar no sono.

Mente quieta
Ao fechar os olhos, observe seu corpo e tente eliminar qualquer tensão física. Escolha o objeto da sua meditação: pode ser a respiração, um mantra, uma parte do corpo. Procure manter toda sua atenção concentrada neste objeto.

Coração tranquilo
Se vierem pensamentos, memórias ou sentimentos, simplesmente observe-os sem interferir, espere eles passarem e volte a se concentrar. É muito comum que os pensamentos voltem. Não lute contra eles, não se julgue nem desanime.

Dica: Se sentir vontade de se mexer ou se coçar, primeiro tente ignorar. Se a vontade persistir, mexa, coce, e volte a se aquietar quantas vezes for necessário

Treine
No início, é normal sentir desconforto. Manter uma atividade física regular ajuda a conseguir ficar parado por mais tempo sem sentir dor.

Fonte: Veja dicas de como introduzir a meditação na sua rotina – 17/07/2018 – Equilíbrio e Saúde – Folha

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Associação de servidores municipais questiona declaração da Prefeitura e exige reajuste para os aposentados

Reclamando os índices informados pela Prefeitura de Salvador em nota enviada à imprensa, a diretoria da Associação do Servidores Municipais de Saúde de Salvador [ASMS] questionou o posicionamento da gestão municipal em relação aos aposentados. Segundo o texto, a administração está “regularizando os benefícios pagos aos aposentados e pensionistas”.

Para o presidente da entidade, Humberto Costa, a prefeitura desrespeita direitos em relação aos aposentados e pensionistas, como por exemplo, quando retirou a complementação salarial para aqueles que percebem remuneração menor que um salário mínimo. “A Prefeitura não concede reajuste salarial para não ter que aplicar esses incrementos aos aposentados. Recentemente tirou complementação salarial de quem recebe menos que um salário mínimo. O trato com quem zelou pela cidade por vários anos é muito opressor e desrespeitoso. Como considerar que retirar um complemento salarial seja regularização da situação. Como imaginar que não reajustar salários pode ser considerado como valorização dos aposentados”, questionou Costa.

Empenhados na mobilização dos servidores da ativa, os aposentados da Prefeitura aguardam que as negociações sejam destravadas e possam ter algum avanços nas conversações para que aconteçam reajustes na matriz salarial. “Vamos continuar mobilizados em torno da Campanha Salarial até que o prefeito possa reconhecer que precisa valorizar quem cuidou da cidade. Agora que precisamos do mínimo amparo, estamos sendo renegados pelo município que ajudamos a zelar”, finalizou o presidente da ASMS.

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Você conhece a depressão bipolar?

A fase depressiva do transtorno bipolar pode ser especialmente complicada. (Ilustração: Veridiana Scarpelli/SAÚDE é Vital)

Classificada como a principal causa de incapacidade no globo pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a depressão atinge mais de 300 milhões de pessoas no planeta. Apesar da versão unipolar ser mais comum, ela também pode se manifestar junto ao transtorno bipolar: é a chamada depressão bipolar. Segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), aproximadamente 4 milhões de brasileiros sofrem com o distúrbio.

Ainda de acordo com dados dessa entidade, 15% dos pacientes acabam tirando a própria vida. Está claro, portanto, que estamos diante de um tema que merece maior repercussão.

Mas há diferenças nos sintomas entre a depressão unipolar e a bipolar? Esse quadro é especialmente grave? E como tratá-lo? SAÚDE enviou para Antônio Geraldo da Silva, diretor tesoureiro e superintendente técnico da ABP e presidente eleito da Associação Psiquiátrica da América Latina (APAL), algumas questões sobre esse transtorno. Suas respostas estão abaixo:

Qual a diferença entre a bipolaridade, a depressão e a depressão bipolar?

A depressão bipolar são os episódios depressivos apresentados por pacientes com transtorno bipolar do humor. Dessa forma, precisamos explicar rapidamente em que constitui o transtorno bipolar: ele alterna episódio de mania (euforia), associados ou não a tais episódios depressivos.

A mania se caracteriza por um período de humor exaltado, aceleração do pensamento, agitações, excesso de energia, euforia, irritabilidade, mudanças bruscas de humor e alterações no sono. O episódio depressivo pode ser único ou recorrente, de intensidade leve, moderada ou grave. Sua duração é também variada, podendo ir de semanas a anos.

Em suma, os sintomas da depressão, seja ela unipolar ou bipolar, consistem nas mesmas manifestações: tristeza prolongada constante, sensação de vazio, irritabilidade, alterações no sono e no apetite (para mais ou para menos). Alguns desses fenômenos, no entanto, são mais comuns à depressão bipolar, como o excesso de sono, ganho de peso, delírios e instabilidade de humor acentuada.

Sobre as causas, temos várias etiologias para o transtorno bipolar, mas a principal delas é a correlação entre fenótipo e genótipo. Isso significa que existem tanto tendências hereditárias quanto fatores desencadeadores ambientais que podem acontecer ao longo da vida.

O diagnóstico diferencial pode ser complexo e deve ser feito por um psiquiatra, que analisará a situação de cada indivíduo, levando em consideração o histórico familiar, sintomas relatados pelo paciente, estilo de vida, entre outros aspectos.

Como é feito o tratamento?

O tratamento do transtorno bipolar e, consequentemente, da depressão bipolar é feito à base de psicofarmacoterapia. Ou seja: com o uso de medicamentos e psicoterapia. O maior aliado é o estabilizador de humor, por causa do risco de ciclagem para mania, embora alguns estudos apontem a possibilidade do uso de antidepressivos e antipsicóticos.

No caso da depressão bipolar, é necessário lembrar que a presença de episódios de mania deve ser levada em consideração, visando uma estratégia terapêutica que se adeque a ambos os panoramas, maníaco ou depressivo.

Para situações onde os medicamentos apresentam pouco impacto na remissão dos sintomas, a eletroconvulsoterapia (ECT) é um dos tratamentos mais eficazes para os quadros extremos de mania e depressão. Segura e realizada em ambiente hospitalar com o acompanhamento de equipe multiprofissional, com psiquiatria, anestesiologista e enfermeiro, a ECT consiste na aplicação correntes de energia de baixíssima amperagem, podendo salvar a vida de pacientes.

Este é o último recurso para casos não responsivos ao tratamento ou em que a pessoa esteja tentando suicídio de forma recorrente (várias vezes no mesmo dia ou semana) para cessar o quadro e não há nenhum tipo de maus tratos ao paciente.

Existem estudos ou pesquisas com dados estatísticos sobre a doença?

O transtorno bipolar inicia, em sua maioria, dos 15 aos 19 anos, apresentando um episódio depressivo como quadro inicial. Acredita-se que cerca de 2,5% da população sofre com o transtorno bipolar, com números semelhantes nos cenários nacional e mundial.

O que fazer quando os sintomas surgem ou em alguma crise?

Em ambos os casos, é necessário buscar auxílio médico. Quando os sintomas aparecem, o primeiro passo é procurar um psiquiatra para marcar a consulta.

Caso os primeiros sinais sejam percebidos pelos familiares ou amigos, é importante auxiliar o paciente, levando-o a compreender a importância de ir ao médico e iniciar o tratamento.

Quando o paciente já é acompanhado e inicia um episódio maníaco ou depressivo, a ida ao médico é essencial para que o tratamento medicamentoso seja adequado ao momento. E para que se verifique qual o gatilho da mudança de humor, entre outros aspectos clínicos.

Como familiares e amigos podem ajudar?

O apoio dos familiares e amigos é fundamental para o paciente com transtorno bipolar. Observar o sintomas iniciais e incentivar a busca ao médico, verificar os horários de administração do medicamento e consultas são algumas das ações que os familiares podem realizar.

Entretanto, o maior auxílio que eles oferecem ao paciente é compreender a sua situação patológica. E, para isso, é necessário enfrentar o preconceito contra doenças e doentes mentais. O preconceito, que neste caso chamamos de psicofobia, é a principal causa de afastamento do paciente do consultório médico e do uso correto de medicamentos prescritos.

Existem ações do governo para diminuir esses números ou trazer conscientização?

Nos últimos 30 anos, não tivemos nenhuma ação de prevenção de doenças ou promoção da saúde mental por parte da coordenação nacional de saúde mental. Existe agora uma proposta para que isso possa ser trabalhado, mas ainda não há ações efetivas para o setor.

Esperamos que, com a nova Coordenação Geral de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas, no Ministério da Saúde, tendo à frente o Dr. Quirino Cordeiro, isso venha a acontecer. Essas ações de promoção da saúde mental e prevenção de doenças são extremamente importantes.

Fonte: Você conhece a depressão bipolar?

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Veja como Salvar uma pessoa de um AVC usando apenas uma agulha!

Pode parecer inacreditável, mas segundo alguns especialistas, uma agulha pode salvar a vida de um paciente no caso de um acidente vascular cerebral.

Este conselho foi dado por um professor chinês que diz que se deve ter sempre uma agulha em casa para situações como um AVC. Trata-se de uma maneira surpreendente e pouco convencional para salvar alguém de um acidente vascular cerebral.

Tome algum do seu tempo para ler este artigo, porque nunca se sabe se a vida de uma pessoa pode depender desta informação. Quando alguém sofre um acidente vascular cerebral, os capilares do cérebro são gradualmente rasgada. É necessária muita tranquilidade e prestar primeiros socorros de imediato. Estas dicas podem ajudar a salvar a vida de alguém e/ou minimizar as sequelas!

É fundamental que procure manter a calma numa situação assim, onde quer que esteja a vítima, não se movam, porque se a mover, os vasos sanguíneos podem rebentar e causar sangramento no cérebro! Antes de fazer qualquer outra coisa ligue para o 112 para chamar uma ambulância o mais rapidamente possível. Se tiver uma seringa, seria melhor, caso contrário, uma agulha de costura normal poderá funcionar igualmente.

Procedimento a seguir numa situação de AVC (acidente vascular cerebral):

  • 1. Ponha a agulha em fogo para esterilizá-la e usá-a para picar a ponta de todos os 10 dedos. Não há necessidade específica para perfurar profundo (como na acupunctura); Só alguns milímetros para que saia um pouco de sangue.
  • 2. Faça-o de maneira que o sangue flua, que saia umas gotas de sangue de cada dedo.
  • 3. Se o sangue não começar a sair, aperte a área para que o sangue possa fluir.
  • 4. Quando todos os 10 dedos começam a sangrar, espere alguns minutos e vai notar que a vítima vai melhorar!
  • 5. Se a boca da vítima estiver deformada ou torcida, esfregue-lhe as orelhas até que elas fiquem vermelhas, para que o sangue possa alcançá-las.
  • 6. Em seguida, perfure as duas orelhas da mesma forma que os dedos, até caírem duas gotas de sangue de cada uma. Poucos minutos depois, a boca já não deve estar torcida.
  • 7. Aguarde até que a vítima retorne ao normal, sem sintomas anormais e evite dar-lhe água ou qualquer outro liquido/alimento.

Esta técnica de derramamento de sangue para salvar a vida de alguém, é um método de medicina tradicional chinesa, e segundo o site healthtipsportal.com a sua aplicação prática é 100% eficaz e o uso pode ajudar alguém a sobreviver a um acidente vascular cerebral.

Lembre-se que a ajuda médica é essencial e situações de tromboses ou AVC, pelo que deve tomar estas dicas como auxilio de primeiros socorros, mas não dispensam ajuda médica urgente para evitar agravamentos ou repetições.

Partilhe esta informação com as suas pessoas amigas para que todos conheçam o procedimento e saibam atual caso seja necessário.

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     “EM ALERTA AOS APOSENTADOS”

                                  

O juiz determinou a intimação do Município para se manifestar sobre nossos cálculos.

O juiz mandou a PREFEITURA calcular e pagar, ela ira usar todos os artifícios para procrastinar.

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“Foi uma mobilização que a cidade jamais esquecerá”, diz presidente da ASMS

A manhã dessa segunda-feira (16) foi marcada pela caminhada dos servidores municipais de Salvador. O ato iniciado na Rótula do Abacaxi teve a participação maciça dos trabalhadores e trabalhadoras que lotaram a Avenida Tancredo Neves em direção ao Iguatemi.

Vestidos com camisas de protesto e faixas contendo mensagens alusivas à Campanha Salarial 2018, os servidores protestaram contra o reajuste zero proposto pelo prefeito para a data base desse ano.

Ao comentar o sucesso do ato, o presidente da Associação dos Servidores Municipais de Saúde [ASMS], Humberto Costa, parabenizou a mobilização da categoria e conclamou os colegas a permanecerem na luta. “Hoje foi um dia que ficará marcado na história de luta de nossa cidade. Nossa categoria foi motivada por um sentimento de combatividade contra a opressão dessa gestão que maltrata nossa gente. Vamos continuar mobilizados e a luta é um sentimento que não pára. Foi uma mobilização linda que a cidade nunca esquecerá. Continuo convidando os colegas a participarem das demais atividades ao longo dessa Campanha Salarial 2018”, apontou Costa.

O diretor da ASMS, Josué Santana falou sobre a situação dos aposentados diante da negativa da gestão municipal em não conceder reajuste na matriz salarial. “Quem muito fez pela cidade hoje padece por conta de uma política salarial indecente. Um prefeito que desrespeita aposentados e prefere vê-los sofrer a garantir o mínimo de conforto e segurança no momento em que mais precisam de amparo”, declarou Santana.

Os servidores devem reunir-se em nova assembleia, na próxima quinta-feira (19).

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Com zika e crise no país, mortalidade infantil sobe pela 1ª vez em 26 anos 

Pela primeira vez desde 1990, houve aumento na taxa de mortalidade infantil do Brasil em 2016, e a tendência é que o índice de 2017 também se mantenha acima do registrado em 2015.

A epidemia do vírus da zika e a crise econômica são apontadas pelo Ministério da Saúde como causas do crescimento. A primeira, pela queda de nascimentos (o que traz impacto no cálculo da taxa de mortalidade) e de mortes de bebês por malformações graves.

Dados inéditos do Ministério da Saúde analisados pela Folha mostram que desde o começo da década de 1990 (dados de anos anteriores têm critérios diferentes) o país apresentava redução anual média de 4,9% da taxa de mortalidade. Esse valor estava acima da média global de redução, estimada em 3,2% em relatório do Unicef (fundo das Nações Unidas) em 2017.

No Brasil, a taxa de mortalidade de 2016 ficou em 14 óbitos infantis a cada mil nascimentos, um aumento próximo de 5% sobre o ano anterior, retomando índices similares aos dos anos 2014 e 2013.

Segundo o relatório do Unicef, entre 2015 e 2016 na América Latina a taxa ficou estacionada em 18 óbitos infantis por mil nascimentos. No mundo a tendência de redução se manteve —de 42 para 41.

Para 2017, a previsão no Brasil é que a taxa fique, no mínimo, em 13,6 (contra 13,3 de 2015), mas os números oficiais ainda não estão fechados.

A taxa de mortalidade infantil considera o número de mortos até um ano a cada mil nascidos vivos. Monitora-se ainda a taxa chamada de mortalidade na infância, que considera o número de crianças de até cinco anos mortas a cada mil nascidos vivos. Em 2016, morreram 36.350 crianças nessa faixa etária —19.025 nos primeiros sete dias.

“A tendência é piorar. Ainda não entraram todos os óbitos de 2017, que estão sendo investigados”, diz Fátima Marinho, diretora do Departamento de Doenças e Agravos Não Transmissíveis do ministério.

Segundo ela, 2016 foi atípico porque teve queda de 5,3% na taxa de nascimentos, atribuída à epidemia de zika. “Houve uma mistura de prevenção com interrupção de gravidez.”

Os dados também mostram alta de mortes infantis evitáveis não relacionadas ao zika.

Entre bebês de um mês a um ano de idade, houve crescimento de 2% das mortes. De um a quatro anos, no total, houve aumento de 11%.

Entre as causas, chama atenção o aumento de 12% entre 2015 e 2016 nas mortes de menores de cinco anos por diarreia (de 532 para 597). Centro Oeste, Norte e Nordeste foram as regiões com maiores altas (48%, 25% e 8%, respectivamente). Responderam juntas por 74% das mortes.

“São causas muito ligadas aos determinantes sociais. Com a crise econômica, houve redução de emprego e da renda em geral. As políticas sociais deixaram de ser expandidas”, afirma Fátima.

A Fundação Abrinq relaciona a piora dos indicadores infantis ao corte de verbas e contingenciamento de orçamentos de programas como o Bolsa Família e a Rede Cegonha, de apoio às mães na gestação e puerpério.

Em 2017, por exemplo, a taxa de desnutrição crônica de crianças até cinco anos ficou em 13,1% — contra 12,6% registrada em 2016 e 12,5% em 2015. O índice retorna ao mesmo patamar de 2013.

“Políticas de proteção social não podem sofrer cortes nem ajuste orçamentário para o equilíbrio das contas públicas. Isso impacta muito na sobrevivência das famílias pobres e extremamente pobres”, diz Denise Cesario, gerente executiva da Fundação Abrinq.

Segundo ela, o reajuste do Bolsa Família não tem levado em conta a inflação do período. Entre 2015 e 2016 teria sido de R$ 3 bilhões, mas ficou em R$ 1 bilhão. Neste ano, a dotação era de R$ 28,7 bilhões, mas, após contingenciamento, ficou em R$ 26,5 bilhões.

“Se eu tenho uma criança que ficou mais desnutrida porque os pais perderam o emprego, a política social busca compensar. Mas quando não tenho expansão, é possível que os efeitos apareçam na mortalidade”, afirma Fátima Marinho, do ministério.

Os dados mostram que 20 estados tiveram alta na mortalidade infantil em 2016.

Juntos, Amapá, Amazonas, Bahia, Pará, Piauí e Roraima tiveram taxa de mortalidade média de 19,6 e aumento de 14,6% ante 2015 —equivalente a três vezes a alta nacional. Os únicos estados com redução de taxas em 2016 foram Rondônia, Acre, Rio Grande do Norte, Alagoas, Paraná, Santa Catarina e Distrito Federal.

Já São Paulo teve em 2016 a quinta menor taxa de mortalidade infantil do país (11,09). Porém também figura entre os que interromperam a tendência de queda: alta de 2,7%, contra a redução média anual de 4,1% entre 1991 e 2015.

Para Vitor Manuel Jesus Mateus, vice-presidente do Conass (conselho dos secretários estaduais de saúde), a crise econômica prejudicou o acesso dos usuários aos serviços de saúde, o que pode explicar em parte não só o aumento da mortalidade infantil como a piora de outros indicadores, como o da taxa de vacinação.

Um a cada quatro municípios do país tem cobertura abaixo do ideal em todas as vacinas obrigatórias para bebês e crianças, elevando a ameaça de retorno de velhas doenças.

“Muita gente está sem dinheiro até para o transporte até o posto”, afirma.

Para a pediatra Maria Albertina Santiago Rego, do departamento de neonatologia da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria), o aumento de mortes infantis pode estar ligado à falta de organização na saúde.
“A mãe tem que fazer um pré-natal bem feito, de acordo com o risco, e ir à maternidade que responda à condição clínica dela e do neném.”

Segundo ela, o pré-natal, especialmente os de gestantes de risco e de alto risco, precisa ter uma equipe bem estruturada para ser efetivo.

“Ao longo dos últimos anos, tiraram obstetra e pediatra da coordenação dos cuidados. Hoje é uma equipe do PSF [Programa de Saúde da Família] que atende. O médico de família está preparado? O Brasil tem educação médica continuada? Eu acho que não.”

As principais causas de mortes infantis são prematuridade, malformações, asfixia e infecções. Mais da metade, na primeira semana de vida.

Daniel Knupp, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina e Comunidade, diz que há evidência suficiente de que o modelo do PSF na atenção primária reduziu a mortalidade infantil nas últimas décadas em comparação com o modelo tradicional, com pediatras e ginecologistas.

“Funciona bem mesmo sem as condições ideais, como mais médicos com residência na especialidade e uma maior cobertura do programa [hoje, em 65%]”, afirma.

Uma situação observada pelos médicos de família, diz ele, é o desabastecimento de remédios nos postos e a falta de condições financeiras das famílias em bancá-los. “Às vezes têm que optar entre comer ou comprar um medicamento que não encontra no posto.”

Segundo Fátima Marinho, do ministério, foi criado um grupo de trabalho com acadêmicos para avaliar as causas desse repique na taxa de mortalidade e estudar formas de ação mais urgentes. Vitor Mateus, do Conass, diz que o assunto entrará na pauta da próxima reunião do conselho.

EM DEZ ANOS, 10 MIL LEITOS PEDIÁTRICOS FORAM DESATIVADOS

O fechamento de leitos infantis é um outro fator que pode influenciar nas mortes de crianças, segundo a SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria).

Entre 2010 e 2016, foram desativados no país mais de 10 mil leitos de internação em pediatria no SUS —o número foi de 48,3 mil para 38,2 mil.

Cerca de 40% dos municípios brasileiros não possuem nenhum leito de internação na especialidade.

Segundo os pediatras, a redução tem impacto direto no atendimento, provocando atrasos no diagnóstico e no início do tratamento de diarreias e pneumonia.

Das 5.570 cidades do Brasil, 2.169 não possuem nenhum leito pediátrico. Entre as que possuem pelo menos uma unidade de terapia intensiva infantil, um terço tem menos de cinco leitos e 66 delas contam com apenas um leito.

Fátima Marinho, do Ministério da Saúde, afirma que a falta de leitos pediátricos reduz a capacidade de atendimento dos casos mais graves. “Se uma criança descompensa [por diarreia, por exemplo] no interior, é removida para capital, mas vai encontrar pouca capacidade de atendimento.”

Segundo relatório da SBP, a mortalidade neonatal (número de óbitos de crianças com menos de 28 dias de idade) por mil nascidos vivos é inversamente proporcional ao número de leitos disponíveis. “Não há leitos neonatais na quantidade que essas crianças precisam para ser adequadamente atendidas no pós parto”, diz Vitor Mateus, do Conass.

De acordo com Maria Albertina Santiago Rego, da SBP, a escassez de leitos já começa na gravidez de alto risco.

“O número de leitos obstétricos para gestantes de alto risco é muito pequeno. Precisa ficar pedindo vaga, as centrais de regulação não dão conta de dar vazão ao número de gestantes de alto risco.”

Milena Santos Nascimento, 19, que perdeu filha de 1 ano e agora está grávida novamente
Milena Santos Nascimento, 19, que perdeu filha de 1 ano e agora está grávida novamente – Marcio Lima/Folhapress

FAMÍLIA ENFRENTA 40 DIAS DE ANGÚSTIA NA BA ATÉ MORTE DE BEBÊ

Moradora de um bairro pobre na cidade de Pojuca (80 km de Salvador), Milena Santos Nascimento, 19, experimentou, ao mesmo tempo, a dor de uma perda e a expectativa da chegada de um novo membro da família.

Heitor Lucas, dentro da barriga de oito meses de gravidez da mãe, não chegou ao mundo a tempo de conhecer sua irmã mais velha, Luna.

Com 1 ano e 2 meses, Luna morreu abril deste ano, vítima de uma pneumonia bacteriana. Era a primeira filha de Milena, que deixou a escola na 7º série em 2016, assim que se descobriu grávida pela primeira vez.

Em março deste ano, Milena percebeu que Luna mesclava choro constante com dificuldade de respirar. A criança passou por um périplo que incluiu o posto de saúde do bairro, o hospital de Pojuca, o hospital da cidade vizinha Camaçari, até chegar à UTI do hospital pediátrico Martagão Gesteira, em Salvador.

Foram 40 dias de angústia, seguidos de oito paradas cardiorrespiratórias até o coração de Luna parar. “Ninguém está preparado para perder uma criança”, diz Milena.

O caso de Luna, em Pojuca, não foi o único no bairro em que vivem. Avó de Luna e mãe de Milena, a dona de casa Sandra Nascimento, 42, diz que outras crianças do bairro tiveram mortes precoces e critica a falta de assistência.

“A gente vive numa dificuldade porque a rede de saúde é precária. A gente nem chama hospital da cidade de hospital, chama de posto, porque não tem nada”, diz ela, destacando que qualquer procedimento ou exame mais complexo tem que ser feito em Salvador.

A morte de Luna deixou marcas na família. A principal delas é o constante sobressalto em relação à saúde das crianças que vivem na casa, inclusive do pequeno Heitor, que ainda nem nasceu.

Prestes a dar à luz de novo, Milena diz estar mais confortada com a chegada do novo filho. Mas sente falta diária do riso de Luna: “Nenhum filho preenche o vazio do outro”.

A Secretaria da Saúde da Bahia informou que a mortalidade infantil envolve “uma série de fatores que são cuidados da atenção básica, de responsabilidade dos municípios”.

Mesmo assim, diz que tem atuado para reduzir a mortalidade com ações como a requalificação de hospitais, implantação de leitos de UTI neonatal, qualificação de profissionais de saúde e a implantação de fóruns de discussão sobre a saúde da mulher.

Cláudia Collucci , Marina Merlo e João Pedro Pitombo

Fonte: Com zika e crise no país, mortalidade infantil sobe pela 1ª vez em 26 anos – 16/07/2018 – Cotidiano – Folha

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STF suspende resolução da ANS que prevê cobrança de até 40% dos clientes em planos de saúde

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, suspendeu nesta segunda-feira (16), a resolução da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) que prevê que operadoras de planos de saúde poderão cobrar de clientes até 40% do valor de cada procedimento realizado. A novidade foi publicada no Diário Oficial da União em 28 de junho.

A ministra atendeu liminarmente o pedido do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (CFOAB), que entrou com a ação no STF nesta sexta-feira, 13. O mérito da ação ainda será julgado.

A resolução define regras para duas modalidades de convênios médicos: a coparticipação (quando o cliente arca com uma parte dos custos do atendimento toda vez que usa o plano de saúde) e a franquia (similar à de veículos). De acordo com a OAB, a ANS invadiu as competências do Poder Executivo e do Poder Legislativo ao regulamentar a matéria.

“A referida Resolução institui severa restrição a um direito constitucionalmente assegurado (o direito à saúde) por ato reservado à lei em sentido estrito, não a simples regulamento expedido por agência reguladora”, afirma a petição da OAB.

A OAB chame de abusivo o porcentual de 40% que os beneficiários dos planos de assistência à saúde poderão pagar.

Antes da resolução não havia a definição de um porcentual máximo para a coparticipação em cada atendimento, mas a diretoria de fiscalização da ANS orientava as operadoras a não praticarem valores superiores a 30% – na prática, portanto, a nova regra amplia o valor máximo que as operadoras podem cobrar dos usuários.

+ STF manda plano de saúde reembolsar SUS por atendimento na rede pública

O texto da nova resolução, prevê, porém, que todas as cobranças com franquia e coparticipação estejam sujeitas a um valor máximo por ano.

Esse limite poderá ser aumentado em 50% no caso de planos coletivos empresariais (que representam 67% do mercado de convênios médicos), caso isso seja acordado em convenção coletiva, de acordo com a resolução agora suspensa.

A franquia é o valor estabelecido no contrato de plano, até o qual a operadora de plano privado de assistência à saúde não tem responsabilidade de cobertura, quer nos casos de reembolso ou nos casos de pagamento à rede credenciada, referenciada ou cooperada.

A OAB critica o modelo de franquia e assinala que a escolha de um procedimento, de acordo com a franquia contratada, “pode significar limitação do atendimento e retardo do diagnóstico, resultando dessas escolhas ‘trágicas’ que consumidores vão procurar o sistema já doentes e com diagnósticos incompletos, anulando, portanto, quaisquer medidas preventivas”.

Entenda: Regras tiveram mudanças

Na semana passada, a ANS editou uma resolução que define regras para duas modalidades de convênios: a coparticipação e a franquia.

1. No que consistem a coparticipação e a franquia?

Na coparticipação, além da mensalidade, o cliente paga uma parte do custo de cada procedimento. Em planos com franquia, o beneficiário paga a mensalidade e todas as despesas assistenciais até atingir o valor fixado para o ano ou para cada procedimento. Atingido esse limite, a operadora arca com as despesas assistenciais integralmente. Nos dois casos, o gasto anual com esses pagamentos extras não pode ultrapassar o valor de 12 meses de mensalidade.

2. Esses planos são novos?

Não. Planos com coparticipação e franquia já existem e são amplamente usados pelo mercado. Mais de 52% dos beneficiários de planos médico-hospitalares (ou seja, 24,7 milhões de beneficiários) têm contrato com um desses mecanismos.

3. Por que a ANS editou as mudanças?

As regras que gerem esses mecanismos eram consideradas genéricas e não previam claramente condições, critérios e limites.

4. O que muda nos planos de coparticipação?

O beneficiário poderá arcar com até 40% do valor de cada atendimento. Esse valor, porém, não poderá ultrapassar o máximo previsto por ano pela agência. A ANS orientava as operadoras a não praticar valores superiores a 30%.

5. E quanto à franquia?

Há duas incidências. Na dedutível acumulada, a operadora não se responsabiliza pela cobertura das despesas até que seja atingido no ano o valor previsto no contrato como franquia. Já na limitada por acesso será estipulado um valor de franquia por procedimento e não por ano.

6. Há procedimentos isentos dessas cobranças?

Sim. A nova norma prevê, diferentemente de hoje, que não pode haver incidência de coparticipação e franquia sobre mais de 250 procedimentos, entre consultas, exames preventivos, de pré-natal e neonatal e terapias de algumas doenças crônicas, além de radio e quimioterapia.

7. As mudanças valem para os planos já existentes?

Não. Elas entram em vigor em 180 dias.

poradmin

Tire suas dúvidas sobre febre amarela, infecção, sintomas e vacinação – 13/01/2018 – Cotidiano – Folha

A febre amarela voltou a chamar a atenção no início deste ano, depois que casos em macacos e humanos voltaram a ser registrados no país. O retorno da doença ocorre meses após seu maior surto no Brasil, no primeiro semestre de 2017.

Desde julho do ano passado, já foram confirmadas pelo Ministério da Saúde ocorrências e mortes nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Distrito Federal e Rio de Janeiro.

A seguir, entenda o que causa a febre amarela, quais são os seus sintomas e o que fazer para evitá-la. Ao final, há também perguntas e respostas sobre a vacina.

CICLOS DE TRANSMISSÃO

Crédito:Ciclos

SINTOMAS

Crédito:SINTOMAS DA FEBRE AMARELA


PREVENÇÃO

Vacinação
– Dose integral (0,5 ml): vale para a vida toda
– Dose fracionada (0,1 ml): vale por pelo menos 8 anos; será dada nas campanhas de vacinação de SP, RJ e BA
– Crianças: devem tomar a partir dos 9 meses (ou 6 meses em áreas de risco)

Crédito:Chamada animada - MUDANÇA NA RECOMENDAÇÃO DA VACINA Organização Mundial da Saúde agora considera todo o Estado de São Paulo como área de risco

Para evitar picadas
– Usar repelente (evitar os que também têm protetor solar)
– Aplicar o protetor antes do repelente
– Não usar repelentes em crianças com menos de 2 meses
– Evitar perfume em áreas de mata
– Vestir roupas compridas e claras (ou com permetrina)
– Usar mosqueteiros e telas

Controle do mosquito
– Evitar água parada e tomar os mesmos cuidados da dengue, porque há risco de a doença ser contraída pelo Aedes aegypti (o que não acontece no Brasil desde 1942)

Distância de áreas de risco
– Evitar áreas de mata com registros da doença; caso vá viajar a esses locais, tome a vacina ao menos dez dias antes


TRATAMENTO

– É apenas sintomático, com antitérmicos e analgésicos (anti-inflamatórios e salicilatos como AAS não devem ser usados)
– Hospitalização quando necessário, com reposição de líquidos e perdas sanguíneas
– Uso de tela, por exemplo, para evitar o contato do doente com mosquitos


PERGUNTAS E RESPOSTAS

Qual é a atual situação da febre amarela no país?
No ano passado, o Brasil registrou recorde de casos da doença, concentrados em Minas Gerais. Após uma trégua no inverno, os registros voltaram a surgir, principalmente no Sudeste. Na capital paulista, a aparição de macacos com a doença na zona norte acendeu o alerta e deu início à vacinação em parte da cidade

Onde os casos estão acontecendo?
Desde jul.2017, os casos confirmados pelo Ministério da Saúde ocorreram no Distrito Federal, Rio, em Minas Gerais e no Estado de SP

Alguém já contraiu o vírus na capital paulista?
Não, apenas macacos foram infectados na capital

Como o vírus é transmitido?
No Brasil, apenas por mosquitos que circulam exclusivamente em áreas de mata.

Qual é o papel do macaco no ciclo de transmissão?
Se for picado pelo mosquito transmissor, o macaco passa a carregar o vírus. Se esse macaco doente for picado novamente por um mosquito que ainda não carrega o vírus, vai infectar o inseto, que, por sua vez, vai continuar a transmissão.

Os macacos pegam o vírus antes do homem?
Geralmente sim, porque estão sempre em área de mata, onde está o vírus. Além disso, algumas espécies, como a dos bugios, têm menos resistência imunológica à doença do que o homem e, por isso, morrem com mais facilidade.

Quem deve se vacinar?
Pessoas que moram ou vão viajar para regiões rurais ou de mata dentro das áreas de risco, no Brasil ou no exterior –a imunização deve ser feita dez dias antes da viagem. As cidades com recomendação podem ser consultadas no site do ministério. Já a lista de postos na capital paulista pode ser vista no site da prefeitura

A OMS (Organização Mundial de Saúde) incluiu todo o Estado de SPno mapa das áreas de risco. Vou precisar de comprovação da vacina para entrar no Estado?
Não. A orientação da OMS é apenas uma recomendação de caráter preventivo, principalmente para viajantes que vão visitar SP

O que está sendo feito para bloquear o avanço da doença?
Além da vacinação de rotina em áreas previamente determinadas, o governo decidiu imunizar com dose fracionada moradores de cidades que têm áreas de mata por onde o vírus pode avançar. São mais de 70 municípios na Bahia, no Rio e no Estado de SP –inclusive parte da capital

Crédito:Pagina febre amarela carnaval mapa

Crédito:Pagina febre amarela carnaval mapa

Quais locais da capital paulista estão recebendo a vacina?
São 20 distritos. Para mais detalhes sobre onde achar a vacina na cidade de São Paulo, clique aqui

Crédito:Mapa febre amarela

O que é a vacina fracionada?
Trata-se de uma dose com um quinto do volume da imunização tradicional. A dose padrão tem 0,5 ml e a fracionada tem 0,1 ml. A segurança é a mesma da tradicional, mas a validade, a princípio, é de pelo menos oito anos, enquanto a dose completa vale para a vida toda. Até abril de 2017, o Ministério da Saúde recomendava duas doses com intervalo de dez anos, mas depois reconheceu que uma é suficiente, o que já era adotado pela OMS (Organização Mundial de Saúde)

Por que o governo decidiu usar doses fracionadas?
Para conseguir, diante de um estoque limitado, fazer uma ação rápida de vacinação. O objetivo é bloquear o avanço do vírus

Como eu sei se estou recebendo a dose integral ou fracionada?
O tipo de vacina deverá ser informado pelo agente de saúde. No caso da dose fracionada, a carteira de vacinação terá ainda um selo apontando que ela não é a padrão

Todo mundo pode tomar a dose fracionada?
Não. Por não terem sido feitos testes para públicos específicos, os seguintes grupos devem continuar a receber a dose integral: crianças de nove meses até dois anos de idade e pessoas com HIV e outras condições clínicas, como, por exemplo, doenças hematológicas. Viajantes internacionais também precisam da dose plena

Quem não deve tomar nenhuma das doses?
Crianças com menos de seis meses (e mães amamentando até essa idade) não devem tomar sob nenhuma hipótese. Na idade de seis a nove meses, apenas se houver indicação médica. A imunização é contraindicada também para pacientes imunodeprimidos por alguma doença ou tratamento, como quimioterapia, e pessoas com alergia grave a ovo

Por que a vacina não é indicada a crianças com menos de 9 meses? (6 meses no caso de áreas de risco)
Porque, quanto mais nova a criança, mais o organismo pode demorar para responder, fazendo com que o vírus circule por mais tempo. Assim, aumentam as chances de efeitos colaterais, como febre e outros sintomas associados à doença. O ideal é sempre balancear os riscos e benefícios com o pediatra e a família

Estou amamentando e tomei a vacina. Devo ficar um tempo sem amamentar?
Se o bebê tiver menos de 6 meses de idade, é recomendado parar por dez dias. Para outras idades pode-se amamentar normalmente, mesmo que o bebê tenha recebido a vacina ao mesmo tempo que a mãe

E grávidas, podem tomar a vacina?
A princípio, devem evitar, a não ser que o risco de contrair o vírus seja alto. “Se for uma gestante que mora num sítio onde um macaco morreu por febre amarela, por exemplo, vale a pena vacinar. Não é o caso, neste momento, de uma mulher que vive numa área urbana da cidade de São Paulo”, diz Rosana Ritchtmann, consultora da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia). Na dúvida, deve-se consultar um médico

E quem está pensando em engravidar?
A gravidez deve ser evitada nos 30 dias posteriores à vacinação.

E os idosos?
Um médico também deve ser consultado. “Se for um idoso acamado que pouco sai do centro de São Paulo, não vale a pena. Já um que esteja bem de saúde e frequenta um local afetado pode ter indicação”, diz a consultora da SBI

As crianças podem receber a vacina da febre amarela junto com outras vacinas?
Sim, exceto com a tríplice viral (contra sarampo, rubéola e caxumba) ou a tetra viral (contra sarampo, rubéola, caxumba e varicela). Se a criança não recebeu nenhuma das três e for atualizar a vacinação, ela deve tomar a de febre amarela e agendar a tríplice ou a tetra para 30 dias depois

Já tive febre amarela, preciso me vacinar?
A infecção provoca imunidade bastante duradoura

A vacina é 100% eficiente? É segura?
A eficácia chega a 99% e ela é bastante segura. Ela pode causar reações adversas, como qualquer medicamento, mas casos graves são raros

Quais reações adversas ela pode causar?
Dores no corpo, de cabeça e febre podem afetar entre 2% e 5% dos vacinados nos primeiros dias após a vacinação e podem durar entre 5 e 10 dias

Tenho indicação para vacina, mas perdi meu cartão de vacinação e não sei se tomei a dose. O que fazer?
Procure o serviço de saúde que costuma frequentar e tente resgatar seu histórico. Caso não seja possível, a recomendação é fazer a vacinação normalmente

Tomei a dose fracionada e vou viajar para um país que exige certificado internacional de vacinação. O que fazer?
O certificado internacional não é concedido pela Anvisa a quem toma a dose fracionada. Nesses casos, o viajante terá que tomar a vacina padrão, lembrando que deve haver pelo menos 30 dias entre cada dose, por se tratar de uma vacina com vírus vivo

Quais países exigem o certificado?
Ao todo são 135 países, que podem ser consultados no site da Anvisa. Na América do Sul, fazem parte da lista Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Paraguai e Suriname

Quem foi vacinado antes da mudança de recomendação de apenas uma dose pelo Ministério da Saúde, em abril de 2017, precisa tomar a segunda dose?
Não. A vacina atual é exatamente a mesma de antes. A única mudança é que o ministério passou a aceitar o entendimento anterior da Organização Mundial da Saúde de que apenas uma dose é suficiente

Tomei a vacina antes dessa mudança e meu certificado internacional mostra a data de validade de dez anos. Preciso trocar o certificado?
Não. Por determinação da OMS, o certificado passa a ser considerado válido para o resto da vida

Quem não pode ser imunizado deve se proteger como?
Se possível, evitar áreas de mata em regiões com casos da doença. Outras recomendações são usar repelente e se proteger de picadas

Após a infecção pelo vírus, em quanto tempo a doença se manifesta?
Os sintomas iniciais aparecem de três a seis dias depois. Em casos excepcionais, até 15 dias

Quais são os sintomas?
Febre súbita, calafrios, forte dor de cabeça, dores no corpo, fraqueza e vômitos. A maioria das pessoas melhora depois, mas cerca de 15% desenvolvem a forma grave da doença após um intervalo de até um dia sem sintomas. Nesses casos, pode haver icterícia –que deixa pele e olhos amarelados (daí o nome da doença)–, hemorragia e insuficiência de órgãos

Qual é a taxa de letalidade da febre amarela?
De 20% a 50% da pessoas que desenvolvem a forma grave da doença morrem, segundo o Ministério da Saúde

Como é o tratamento?
Não há tratamento específico, apenas para os sintomas. Analgésicos e antitérmicos podem ser usados para aliviar febre e dor. O ministério recomenda evitar aspirina e derivados, pois podem favorecer reações hemorrágicas. Neste ano, pela primeira vez uma paciente com hepatite fulminante causada pela doença recebeu transplante de fígado. Também está sob uso experimental um medicamento para hepatite C.

Fontes: Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, Ministério da Saúde, secretarias municipal e estadual da Saúde de SP, OMS (Organização Mundial da Saúde) e Sociedade Brasileira de Infectologia

Fonte: Tire suas dúvidas sobre febre amarela, infecção, sintomas e vacinação – 13/01/2018 – Cotidiano – Folha