Protesto contra o aumento das tarifas termina em confusão com a PM em SP

Após pouco mais de três horas de ação pacífica, um ato convocado pelo MPL (Movimento Passe Livre) para protestar contra o aumento do preço das passagens de ônibus, metrô e trem em São Paulo terminou em confusão e enfrentamento entre manifestantes e policiais militares nesta quinta (11).

As tarifas subiram de R$ 3,80 para R$ 4 no último domingo (7). O reajuste, de 5,26% –abaixo da inflação, foi anunciado de forma conjunta pelas gestões do prefeito João Doria e do governador Geraldo Alckmin, ambos do PSDB, ainda em dezembro de 2017.

Segundo os organizadores, 10 mil pessoas participaram do ato. Para a PM, a estimativa é de 1.500 manifestantes. Além do MPL, a manifestação também contou com representantes do PSTU, PCB (Partido Comunista Brasileiro), UNE (União Nacional dos Estudantes), PSOL e da Frente Povo Sem Medo.

O ato teve início por volta das 17h na praça Ramos de Azevedo, em frente ao Theatro Municipal, no centro de São Paulo. O local fica a poucos metros da sede da prefeitura.

Cerca de uma hora depois, os manifestantes partiram em direção ao largo da Concórdia, no Brás, também no centro. Diversas ruas foram interditadas para a passagem dos participantes do ato, e o comércio chegou a ser fechado na altura do terminal Parque Dom Pedro.

Por volta das 20h40, os manifestantes começaram a dispersar. Um grupo, porém, tentou entrar na estação Brás do trem e metrô e, segundo os organizadores, foi impedido pela PM. Alguns conseguiram furar o bloqueio e chegaram a pular as catracas.

Acionada pelos seguranças da estação, a PM tentou repreender os manifestantes. De acordo com a polícia, foi atirado um coquetel molotov em direção aos policiais, que passaram a responder com bombas de efeito moral e tiros de balas de borracha.

Após a ação policial, o ato dispersou completamente. Ainda não há informações sobre feridos ou pessoas detidas.

Durante todo o ato, manifestantes mascarados formaram a linha de frente do protesto, mas sem cometer ações de vandalismo.

NOVOS PROTESTOS

“Esses 20 centavos servem apenas para aumentar o lucro dos empresários”, disse Francisco Bueno, um dos organizadores do MPL. Segundo ele, a exigência do movimento, de gratuidade do transporte, se justifica porque o transporte deve ser efetivamente público.

Bueno dizia já no início do ato que o protesto desta quinta será apenas o primeiro de uma série. O segundo, de acordo com o MPL, será no dia 17, em frente à casa do prefeito João Doria. “Não vai ter paz em São Paulo enquanto a tarifa não for revogada”, disse Bueno.

Fonte: Folha de S.Paulo

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