1º de maio – Apesar dos golpistas, amanhã há de ser outro dia

Comemorar tradições ou datas que relembrem a história de lutas de nossa gente no Brasil e pelo mundo é algo salutar e que fazemos com alegria. Essa nossa forma de reverenciar o passado é um sentimento que nunca nos faltará. Sentimentalidades que afloram de maneira sutil ou mesmo exacerbada e efusiva, mas o abstrato de nossas sensações pode também nos levar a uma indignação surpreendente frente a qualquer situação que nos comova, irrite ou cause desconfiança e repulsa.

Vivemos dias e dias sombrios no pós golpe que danificou a nossa estrutura emocional e roubou direitos adquiridos com muito sangue, suor, lágrimas e até mesmo, vidas humanas ceifadas em nome dos avanços da classe trabalhadora. Quantas prisões, agressões, desaparecimentos e pessoas “suicidadas” para que o nosso país respeitasse direitos individuais e coletivos. A nossa democracia foi sacramentada depois de muitos trabalhadores serem sacrificados. A nossa Justiça teve o trabalho de homens e mulheres de bem. O sistema político foi pensado para que pudesse proteger a dignidade da pessoa com o trabalho desses senhores e senhoras das vantagens fáceis do poder e do tráfico de influências.

Não temos o que comemorar enquanto trabalhadores, nem mesmo como brasileiros e como seres humanos. Vivemos em uma sociedade apodrecida por um corrosivo sistema político feito por nocivos indivíduos que aprovaram uma (de)forma trabalhista e querem violentar a nossa Previdência. Feriram a democracia e esnobam a Justiça em sua sede de poder e nojo pelo povo brasileiro. Esse ódio escravocrata destilado na direção dos trabalhadores é apenas um dos diversos instrumentos torturantes que utilizam para minar nossas forças nessa batalha diária.

Não por acaso, somos brasileiros e brasileiras. A frase clichê diz que não desistimos nunca e assim faremos ao resistir às forças do atraso e dos tempos de chumbo que ousam voltar. Nós somos as trabalhadoras da Triangle Shirtwaist, somos Lulas, somos Marielles, somos os camponeses de Eldorados dos Carajás, somos Herzogs e Lamarcas, somos povo e não nos renderemos. Fizemos a grandeza de nossa Nação com trabalho e essa força estranha nos leva a cantar e a lutar.

Queremos respeito aos trabalhadores do Brasil e em especial, aos nossos servidores públicos de Salvador que ativos ou aposentados são desmerecidos pela arquitetura golpista que tem no prefeito, seu representante na capital baiana. Somente com luta e muita coragem é que enfrentaremos a covardia e essa fábrica de sadismo contra trabalhadores e trabalhadoras que são os verdadeiros heróis da cidade.

Vamos refletir e lutar! Vamos cantar a canção do triunfo contra aqueles que insistem em derrotar nossos sonhos e destruir nossas conquistas, pois apesar deles, amanhã há de ser outro dia.

Humberto Costa é presidente da ASMS

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