Arquivo mensal outubro 2018

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‘Já adverti o garoto’, diz Bolsonaro sobre filho ter falado em fechar STF 

Candidato minimizou fala de Eduardo e disse que judiciário é importante

 Em entrevista ao SBT nesta segunda-feira (22), o candidato Jair Bolsonaro (PSL) disse ter advertido seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), por declaração sobre fechamento do STF (Supremo Tribunal Federal).

“Eu já adverti o garoto, o meu filho, a responsabilidade é dele. Ele já se desculpou”, disse, acrescentando que a declaração de Eduardo foi feita em julho.

Deputado federal com maior votação da história, Eduardo tem 34 anos e assumirá em fevereiro seu segundo mandato.

Durante aula para um cursinho preparatório, em julho deste ano, ele disse que para fechar o STF bastaria um cabo e um soldado.

“Ele aceitou responder uma pergunta que não tinha nem pé e nem cabeça e resolveu levar para o lado desse absurdo aí. Nós temos todo o respeito e consideração com os demais poderes e o Judiciário obviamente é importante”, disse Jair.

O presidenciável disse ter sido “pesado” com o filho ao dizer, no domingo, que quem fala em fechar o STF deve ir ao psiquiatra.

“No que depender de nós isso é uma página virada”, acrescentou.

O candidato do PSL evitou responder a pergunta sobre declaração do decano do STF, ministro Celso de Mello. Ele classificou de ‘inconsequente e golpista’ a fala de Eduardo.

“Wadih Damous falou de forma bastante consciente em fechar o Supremo e não teve essa repercussão toda.”

O candidato se refere a uma fala do deputado federal do PT feita em abril deste ano. Na ocasião, o petista gravou um vídeo criticando especialmente o ministro Luís Roberto Barroso, que deu o voto mais contundente a favor da prisão de condenados em segunda instância.

O julgamento teve impacto no caso do ex-presidente Lula, que teve um habeas corpus preventivo negado pela corte.

Damous é advogado e ex-presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) do Rio.

Nos bastidores da campanha, a ordem é não comentar a declaração do decano do STF.

Aliados de Bolsonaro vão minimizar a fala, dizer que o presidenciável já se manifestou sobre o caso e vão lembrar a fala de Damous.

Anunciado como ministro da Casa Civil de eventual governo do PSL, o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) evitou comentar a declaração de Celso de Mello.

“Cada um fala o que quer e cada um escreve o que quer”, disse Lorenzoni ao ser questionado sobre a fala do magistrado.

O deputado disse já estar ‘muito claro’ que o candidato do PSL é democrata.

“Desde o início, quando nós apresentamos o plano de governo, sempre ficou muito claro para todos que todos nós somos democratas”, disse.

Ele usou como argumento o fato de Bolsonaro estar no sétimo mandato como deputado federal e ter servido o Exército brasileiro por 17 anos.

“Claro que se tem alguém que vai defender a Constituição se chama Jair Bolsonaro, completamente diferente dos bolivarianos”, afirmou.

Onyx também lembrou a fala do deputado do PT.

“O Wadih Damous em abril deste ano disse coisas muito piores e ninguém noticiou.”

Ao ser lembrado de que veículos registraram a declaração do deputado do PT, acrescentou: “Ninguém repercutiu”.

Fonte: ‘Já adverti o garoto’, diz Bolsonaro sobre filho ter falado em fechar STF – 22/10/2018 – Poder – Folha

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Reajuste do INSS menor que inflação deixa aposentados no vermelho 

 Escalada de preços que pesam mais para pessoas de 50 a 84 anos deixa 18 milhões de endividados

Com a renda reduzida desde a aposentadoria, Brás Ferreira, 56, tem um exercício mensal: colocar todas as contas na ponta do lápis. Com o controle financeiro rígido, ele tenta fugir do índice de consumidores endividados.

Em setembro, 18,3 milhões de pessoas entre os 50 e os 84 anos ficaram com restrições no CPF devido aos atrasos de contas, aponta o SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito). Ao todo, 62,4 milhões estão com nome sujo.

Ferreira diz que, ao pegar o dinheiro da aposentadoria, projeta as contas do mês e de outros três seguintes. “É assim que vejo a necessidade de apertar o cinto e fazer cortes. Ultimamente, corte é o que eu tenho mais feito.”

Para não extrapolar no cartão de crédito e pegar crédito consignado, ele cortou atividades de lazer como cinema e viagens aos fins de semana.

Aposentado sentado à mesa com as contas do mês a sua frente
Aposentado Bras Ferreira controla as contas na ponta do lápis – Rubens Cavallari/Folhapress

Segundo ele, os gastos com plano de saúde, remédios, energia e gás estão pesando muito neste ano. Além de cortar as atividades de lazer, também deixou de poupar. “Faço tudo para não sair do orçamento e não ficar devendo nada. Mas preciso rebolar muito para que dê certo.”

Para Angela Nunes, planejadora financeira da Planejar (Associação Brasileira de Planejadores Financeiros), o exercício de colocar o orçamento na ponta do lápis, como feito por Ferreira, é fundamental para deixar as contas nos eixos.

Por não ter casa própria nem um planejamento financeiro elaborado, o metalúrgico aposentado Antonio José dos Santos, 67, tem toda a sua renda da aposentadoria comprometida com o aluguel. Ele vive com a mulher, que é funcionária pública, mas a soma da renda dos dois não permite pagar todas as contas. Segundo o aposentado, contas como cartão de crédito, de luz e de água estão em atraso.

Sem ter de onde tirar dinheiro, Santos tem pego bicos como pintor e consertos em geral para quitar pelo menos as contas essenciais em atraso. “Qualquer dinheiro que entra já ajuda. Vou tentar me virar assim antes de pegar um empréstimo, porque vai comprometer minha renda ainda mais e não vou ter como pagar.”

Aposentado sentado entre dois sofás na sala de casa
Antônio José Santos, 66 anos, está endividado e lutando para pagar as contas – Jardiel Carvalho/Folhapress

Tanto para Ferreira quanto para Santos, a maior dificuldade enfrentada pelos aposentados é que a inflação é maior que o reajuste dado aos benefícios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Em 2018, as aposentadorias acima do salário mínimo foram corrigidas em 2,07%. Já a inflação para o idoso está acumulada em 5,15% em 12 meses, segundo o IPC-3i (Índice de Preços ao Consumidor – terceira idade), da FGV.

André Braz, coordenador do IPC, diz que preços monitorados (estabelecidos por contrato ou por órgão público) têm exercido maior pressão no bolso dos brasileiros em geral. Mas, no caso da energia, por exemplo, afeta especialmente os aposentados.

“Como os idosos acabam passando mais tempo em casa, ficam mais reféns disso. E esse é um gasto difícil de abrir mão, então há pouco espaço para substituir por itens mais baratos, como acontece com a alimentação”, afirma.

Gastos com a conta de luz comprometem 3% das rendas dos mais novos, mas chegam a 4,8% no caso dos mais velhos, de acordo com Braz.

Crédito consignado deve ser usado com cuidado. Assim como o aumento do endividamento, a concessão de crédito consignado para aposentados e pensionistas do INSS cresceu. Segundo dados do Banco Central, o volume foi de R$ 125,6 bilhões em agosto deste ano, ante R$ 112,5 bilhões no mesmo mês de 2017, um aumento de 11,7%.

Milton Cavalo, diretor-presidente da Coopernapi (cooperativa de crédito do Sindicato Nacional dos Aposentados), diz que é muito comum que os segurados tomem o crédito consignado —cujas taxas estão entre as mais vantajosas do mercado— para aumentar poder financeiro ou sanar problemas da família. Ele diz, no entanto, que essas medidas devem ser evitadas.

“O crédito consignado não é um complemento de renda. É uma operação financeira que deve ser bem pensada. O ideal é o que o aposentado pesquise bastante para achar uma boa taxa”, diz.

Pela legislação, o crédito consignado pode comprometer até 30% do valor da aposentadoria. Ou seja, caso o segurado receba R$ 3.000 ao mês, até R$ 700 podem ser pegos em parcela de crédito descontado em folha. A taxa máxima é de 2,08% ao mês.

Glória Dias, 53, recorreu ao consignado para acertar as finanças. No meio do ano, pegou um empréstimo para investir em uma empresa de doces e salgados para festas.

Glória e João em pé separam doces de festa preparados na cozinha de casa
Glória Dias, 53 anos, pegou empréstimos consignados para quitar as contas e investir na sua empresa de doces para festas com o marido João – Jardiel Carvalho/Folhapress

“Peguei o consignado de seis meses para conseguir um giro para a empresa. Preferi pagar rápido porque a taxa de juro é menor”, afirma ela, aposentada há três anos e que trabalhou como secretária até 2017.

Na pequena empresa de doces e salgados, ela trabalha com o marido, José Guerra Jr, 57. Além desse crédito, a aposentada também tem outro consignado na aposentadoria. Ela financiou em seis anos os gastos com mão de obra para terminar uma reforma em sua casa.

Segundo Glória, 20% da sua renda está comprometida com o consignado. “Eu tenho que batalhar agora para fazer minha empresa decolar, pagar esses investimentos e conseguir sair das dívidas.”

Para Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil, o risco do consignado é o aposentado se enrolar para pagar as outras contas.

“Muita gente não se planeja e chega à aposentadoria com uma renda menor, mas gastos similares. Aí se compromete com a parcela do consignado e não sobra dinheiro para honrar os outros compromissos.”

Por isso, diz Kawauti, é fundamental que o trabalhador comece desde cedo a construir uma reserva financeira para quando se aposentar.

“Para quem já chegou à terceira idade e está nessa situação, a recomendação é fazer um controle da vida financeira, entender para onde vão os gastos e ver o que pode ser cortado.”

Reajuste do INSS menor que inflação deixa aposentados no vermelhoEscalada de preços que pesam mais para pessoas de 50 a 84 anos deixa 18 milhões de endividados821.out.2018 às 12h00 Diminuir fonte Aumentar fonteLarissa QuintinoAnaïs FernandesSÃO PAULOCom a renda reduzida desde a aposentadoria, Brás Ferreira, 56, tem um exercício mensal: colocar todas as contas na ponta do lápis. Com o controle financeiro rígido, ele tenta fugir do índice de consumidores endividados. Em setembro, 18,3 milhões

Fonte: Reajuste do INSS menor que inflação deixa aposentados no vermelho – 21/10/2018 – Mercado – Folha

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Antes pioneiro, Brasil perde espaço em novas ações contra o tabagismo 

 País enfrenta desafio de reverter estagnação na queda de fumantes e entraves judiciais e políticos

Reconhecido como um dos primeiros países a adotar medidas mais duras contra o tabagismo, o Brasil vive o desafio de reverter uma estagnação no índice de fumantes, ao mesmo tempo em que entraves judiciais e no Congresso o levam a perder a liderança em novas ações.

Segundo país do mundo a adotar imagens de advertência sobre os riscos de fumar, em 2001, o Brasil está atrás de outros países quando se compara o espaço dedicado a essa medida. Os dados são do relatório Cigarette Package Health Warnings: International Status Report, da Sociedade Canadense de Câncer.

Com 65% de toda a embalagem ocupada por advertências (30% da frente), o Brasil ocupa a 53ª posição no ranking. Em 2016, estava na 41ª.

“O Brasil foi o segundo a adotar imagens de advertências nas embalagens. Também foi um dos primeiros países a banir expressões como ‘light’ e ‘suave’ dos cigarros. Mas agora está realmente ficando para trás”, afirma Rob Cunningham, analista de políticas e responsável pela análise.

Por outro lado, avançou o número de países que dedicam maior espaço nos maços para os alertas ou que adotam embalagens genéricas.

A Austrália foi o primeiro país a adotar o maço genérico, em 2012, com cores e tipografias padronizadas. Estudos apontam que a mudança, acompanhada de maior espaço aos alertas, ajudou acelerar a tendência de queda na prevalência de fumantes.

Desde então, nove países já adotam a iniciativa, e 16 avaliam a implementação. O mais recente foi o Uruguai.

No Brasil, o tema aparece em ao menos três projetos de lei no Congresso. Entre eles, dois estão parados desde 2015. O terceiro teve como última movimentação uma carta enviada em agosto por representantes da indústria que pedem a senadores que o projeto seja rejeitado. Eles afirmam que o setor já é muito regulamentado e que novas medidas estimulariam o mercado ilegal.

Para Cunningham, o pouco espaço para a advertência na frente dos maços no Brasil abre brecha para que empresas escondam os alertas. “Hoje há países com 80% e 90% da frente da embalagem com advertências. Se só há alerta em um lado, a pessoa pode simplesmente virar para não ver.”

Mas não é só na questão das embalagens que o país vive um impasse.

Em conferência neste mês com países que fazem parte da Convenção-Quadro de Controle do Tabaco, tratado vinculado à OMS (Organização Mundial de Saúde), o Brasil foi citado como exemplo pelas ações já realizadas para reduzir o número de fumantes. Entre elas estão a lei antifumo, o veto à publicidade e a definição de preços mínimos para o cigarro.

Na prática, porém, especialistas apontam a necessidade de novas estratégias.

“O Brasil ainda é reconhecido como líder pelas medidas que acarretaram redução no tabagismo, mas já há algumas áreas em que o Brasil não acompanhou os avanços”, diz Mônica Andreis, da ACT Promoção da Saúde [antiga Aliança de Controle do Tabagismo].

Ela cita, além das embalagens padronizadas, o veto à exposição dos produtos nos pontos de venda. Hoje, ao menos 60% dos países que fazem parte do tratado já adotam essa última medida.

No ano passado, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou norma que impede colocar cigarros perto de balas e chocolates —a medida, no entanto, só entra em vigor em 2020.

O alerta sobre a necessidade de novas ações ocorre em meio à recente estagnação na taxa de fumantes, que até então vinha caindo no país.

Entre 2006 e 2017, o índice caiu 35% e chegou a 10,1%. Nos últimos dois anos, porém, a taxa parou de cair e ficou estável, segundo o Vigitel, do Ministério da Saúde. Ao mesmo tempo, dados apontam aumento no consumo de cigarros entre jovens de 18 a 24 anos.

A tentativa de adotar novas ações tem esbarrado em embates judiciais e em disputas dentro do Congresso e do Executivo.

Para Tânia Cavalcante, da comissão de implementação das medidas da convenção-quadro, a dificuldade está atrelada ao poder da indústria de interferir na política.

Desde fevereiro, a Anvisa trava um novo embate com a indústria para fazer valer uma norma que proíbe o uso de aditivos de sabor e aroma em cigarros, como o mentol.

A agência diz ter sido notificada de 16 novas ações judiciais contra a medida. Dessas, oito já tiveram liminares favoráveis à indústria. Na prática, 90% das marcas continuam no mercado.

O combate ao marketing nas redes sociais, o aumento nos preços e impostos dos cigarros, não reajustados há dois anos, e o combate ao comércio ilegal são outras medidas defendidas por especialistas.

Neste último caso, o país deu um novo passo: em maio, após cinco anos de debates, ratificou um protocolo de combate ao problema.

Já o aumento na tributação não tem prazo. A Receita Federal diz que está “atenta ao mercado” e que, “ao perceber a necessidade de recalibrar os elementos de tributação, não hesita em propor adequação”.

MEDIDAS ESTIMULAM COMÉRCIO ILEGAL, DIZ INDÚSTRIA

A Abifumo (Associação Brasileira da Indústria do Fumo) contesta a avaliação de que o Brasil tem perdido espaço em novas ações. “O que deve reger a regulação de embalagens genéricas no Brasil são estudos que evidenciem a sua necessidade, não uma comparação com outros países.”

Para a entidade, propostas como uma maior restrição nas embalagens e aumento de impostos podem beneficiar o mercado ilegal. O mesmo vale para o veto a aditivos, substâncias que não trazem riscos maiores, alega.

“Não há nenhuma evidência que indique que cigarros mentolados ou com determinados ingredientes ofereçam riscos maiores à saúde do que outros.”

Especialistas e Anvisa discordam. A agência já citou estudo da OMS de 2014 que aponta que o uso dessas substâncias tem como finalidade o aumento do poder de causar dependência dos produtos derivados do tabaco.

Entre elas, estão a amônia, “que aumenta a nicotina livre e mascara o gosto ruim do produto”, e o eugenol e mentol, “que provocam analgesia para maior aspiração da fumaça e disponibilidade de nicotina nos pulmões”.

Para Stella Bialous, da Universidade da Califórnia em São Francisco, pesquisas já mostraram que países com mais contrabando não são os que têm o cigarro mais caro, mas mais barato.

A repórter viajou à 8ª COP a convite da ONG Campaign For Tobacco-Free Kids

Fonte: Antes pioneiro, Brasil perde espaço em novas ações contra o tabagismo – 21/10/2018 – Equilíbrio e Saúde – Folha

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TSE manda Facebook e Google retirarem do ar links com conteúdo falso sobre Haddad e PT 

 O ministro Sérgio Banhos, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), atendeu a pedido da campanha do candidato a presidente pelo PT, Fernando Haddad, e determinou que Facebook e Google retirem do ar 49 links com informações apontadas como falsas pela campanha petista. A decisão foi publicada neste sábado (20).

Trata-se de um vídeo replicado por vários usuários no qual o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva supostamente falaria sobre compra de votos de eleitores baianos por R$ 10, o que não condiz com a entrevista dada, segundo a ação.

A campanha petista também pedia a retirada de comentários do Twitter e outros meios, mas isso foi negado porque o ministro considerou que não se pode tolher o debate democrático na internet.

Na avaliação de Banhos, somente os fatos sobre a suposta compra de votos deveriam ser removidos.

“Os vídeos publicados contêm edição que faz o espectador crer que Lula acredita ser possível comprar o voto do povo baiano por R$ 10. As publicações têm a clara intenção de desvirtuar não apenas as falas do ex-presidente Lula como também atingir a imagem da coligação representante e do candidato Fernando Haddad, disseminando informação manifestamente inverídica”, considerou o ministro.

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  • Andre

    HÁ 15 HORAS

    Se essa empresa aqui quiser fazer um grande serviço a sociedade entreguem o endereço IP de Lara santos e Sam para a PF pois eles disseminam desenformaçao debaixo de seu nariz ,tenho certeza que lá vão encontrar um call center pago com caixa 2 do PSL

    • Andre

      HÁ 24 MINUTOS

      Antes em 20 minutinhos apareciam 2.500 deslikes agora em 24 horas so tem 300 é facil perceber que os robôs de desparos de desikes em massa sumiram assim como como os estelionatários fazem, tem ganham com um grande poder de persuasão leva o que você tem de melhor e quando você acorda é tarde,Edeney ainda tem tempo de acordar você foi enganado!

    • Edney Dutra

      HÁ UMA HORA

      Só tenho que rir de vc meu amigo, meu voto é consciente e de graça para o Mito. Agora se não der certo, voto em outro na próxima eleição, simples assim…

Fonte: TSE manda Facebook e Google retirarem do ar links com conteúdo falso sobre Haddad e PT | Eleições 2018 | G1

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Professora é ameaçada na rua: “Fica na sua, se não vai saber o que é um estupro coletivo” 

Vanessa Gravino foi abordada por um homem em uma moto no dia 9 de outubro

Foto: Arquivo Pessoal

A professora Vanessa Gravino, presidente do Psol Cotia, diretora da Apeoesp e da Central Intersindical, afirma ter sido ameaçada por um homem na rua no dia 9 de outubro. Segundo Vanessa, ela estava andando quando foi abordada por um sujeito em uma moto que disse: “Não fica assustada que não é um assalto. É só pra você ficar na sua nesse segundo turno. Se não, você vai saber o que é um estupro coletivo”.

De acordo com a professora, não foi possível identificar o homem e nem saber de onde veio essa iniciativa. Porém, ela afirma que já tomou todos os cuidados extras para se proteger da ameaça. Mesmo assim, Vanessa acredita que é preciso falar sobre o que aconteceu.

“Eu acho que tem uma questão de ambiguidade no sentimento. A gente quer buscar uma proteção e esses cuidados que já busquei. Mas também acho que não está num momento de ficar calado. Se a gente cala, essas coisas não terão visibilidade. As pessoas acham que é fake news ou que é exagero nosso, mas é um ‘cala a boca’. É importante ter esses cuidados, mas, ao mesmo tempo, colocar essa questão”, afirma a professora.

Segundo ela, não é possível dizer que essa ameaça tenha vindo de um partido ou candidatura específica, mas que existe um ódio muito grande ganhando força no Brasil e que esse ódio tem direção: principalmente mulheres e a comunidade LGBTI.

“Não é contra um qualquer. É um qualquer que tem um perfil”, afirma. De acordo com a vítima, “não tem como saber de onde veio” a ameaça. “Pode ser um maluco que, nesse segundo turno, está usando esse discurso de ódio”, completa.

Fonte: Professora é ameaçada na rua: “Fica na sua, se não vai saber o que é um estupro coletivo” | Revista Fórum

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Roger Waters agradece vaias em SP e diz que Bolsonaro é corrupto e insano 

“Que entrevista sensacional.
Consegue repercutir a realidade brasileira sem residir aqui.”

Músico afirma que boicotaria o Brasil em defesa da democracia caso candidato seja eleito, como faz com Israel

Roger Waters concede entrevista à Folha, em São Paulo – Adriano Vizoni/Folhapress
O músico inglês Roger Waters, 75, está no meio de sua turnê pelo Brasil. Seu show espetacular, que reúne alguns dos maiores hits do Pink Floyd, banda que liderou dos anos 1960 ao início da década de 1980, agora segue sob o espectro do confronto do artista com parte de sua plateia.

Ao exibir #EleNão no telão do gigantesco palco montado no Allianz Parque, em São Paulo, no último dia 9, na estreia da turnê no país, ele recebeu mais vaias do que aplausos e inseriu sua figura na discussão polarizada do segundo turno da eleição presidencial.

Com um show de caráter político, seu posicionamento contra ocandidato Jair Bolsonaro (PSL) é mostrado em um contexto de imagens destinadas a condenar o avanço, em escala global, do que Waters chama de neofascismo.

Os espetáculos seguintes, sem exibição da hashtag, receberam reações diversas. Na segunda noite paulistana, no dia 10, houve protestos do público, com faixas ofensivas abertas na arquibancada. Em Brasília, no dia 13, novamente uma plateia dividida, alternando vaias e aplausos.

Em Salvador, na última quarta (17), Waters teve sua recepção mais positiva. Exibiu no telão imagem do mestre de capoeira Moa do Katendê, morto no dia 7 deste mês, após uma discussão sobre política partidária.

No show deste domingo (21) no Rio de Janeiro, é esperada uma homenagem a Marielle Franco, vereadora assassinada a tiros na cidade no dia 14 de março, junto com o motorista Anderson Gomes, em crime ainda não solucionado.

Na sexta (19), a Folha entrevistou Roger Waters. Encontrou o músico solitário no bar do hotel em que está hospedado em São Paulo, tocando piano enquanto aguardava o início da conversa.

Nos intervalos dos shows em sete cidades brasileiras, ele cumpre agenda de encontros, muitos relacionados a seu ativismo na campanha BDS (Boicote, Desinvestimento e Sanções), que ele defende desde 2006, apoiando boicote econômico, cultural e político a Israel —uma tentativa de pressão pelo fim da ocupação de territórios palestinos.

Na conversa, Waters disse que a reação barulhenta em São Paulo foi importante ao chamar atenção para o debate político proposto em sua turnê. Agradeceu ao público paulistano e sustentou suas pesadas críticas a Bolsonaro.

Depois de quatro shows no Brasil, com mais quatro ainda a cumprir, você avalia que a vaia recebida em São Paulo afetou a turnê?

O melhor da reação que nós recebemos em São Paulo na primeira noite, quando projetamos #EleNão no telão, é que esse show está na estrada desde maio de 2017, por todo o mundo, mas poucas pessoas tinham entendido o que é tudo isso.

A reação do público chamou atenção para o que estou tentando dizer nesta turnê, sobre como os direitos humanos necessitam da cooperação de [cidadãos] uns com os outros. É disso que a turnê “Us & Them” fala. Viajamos pelo mundo tocando canções, mas há uma mensagem particular. E essa mensagem se fez presente em São Paulo, gerando controvérsia, porque o país está claramente dividido.

Você já tinha uma compreensão dessa divisão?

Há uma separação severa no mundo entre ricos e pobres, não só no Brasil, mas aqui é muito forte. Quando você anda por São Paulo, você vê casas bonitas e ricas cercadas por grades de metal, com guardas vigiando-as e centenas de câmeras. Dali a cem metros, você vê pessoas morando sobre papelão molhado, na sarjeta.

Esses caras foram prejudicados, claro, mas não por Lula ou por Dilma, ou quem quer que seja. Eles foram prejudicados pelo neoliberalismo, pelo mercado livre mundial, que não regula as oportunidades para os indivíduos.

É contra isso que eu levanto minha voz. Viajando pelo mundo, fica claro para mim que o problema fundamental está no desrespeito aos direitos humanos. O mundo é organizado por oligarquias e corporações, que deixam uma mínima fatia das pessoas numa situação sadia.

Então eu digo “Obrigado, São Paulo”, obrigado às pessoas que fizeram aquele barulho. Lamento que vocês estejam brigando uns contra os outros, discutindo coisas fundamentais sob a ótica de alguém como Bolsonaro. O que ele fala não deveria ser assunto para nenhuma argumentação em qualquer lugar do mundo. Mas é uma coisa real e assustadora.

Às vezes você faz turnês em locais com problemas graves e evidentes, como é o caso no Brasil agora, no período das eleições. Você tenta se informar sobre a situação local antes de ir? Há pessoas que pesquisam essas informações para você?

Eu não tenho ninguém que faça essas pesquisas para mim. Tento conversar ao máximo com as pessoas dos locais que visito. É difícil, mas tento educar a mim mesmo sobre a situação, prestando atenção a tudo.

Minutos atrás tive uma conversa com um jovem sobre eventos da BDS dos quais participei no Brasil e na América do Sul. E perguntava a ele especificamente sobre Lula e a corrupção, sobre o encarceramento do ex-presidente e o impeachment de Dilma.

No resto do mundo, se você ler sobre isso na imprensa mainstream, vai encontrar coisas como “Oh, que tragédia! Um líder popular tão importante sucumbiu diante das tentações do poder e começou a roubar dinheiro do povo”. Mas por que ele faria isso? Qual é a verdadeira história? É difícil seguir em frente sem essas informações.

Com quem você tem conversado no Brasil?

Com todos por perto. O chefe da minha equipe de segurança no Brasil conversa comigo e ele acredita que Bolsonaro é uma coisa nova na política e é incorruptível. Pergunto se ele está debochando de mim. Bolsonaro está na política brasileira há 30 anos e é totalmente corrupto! E é louco. Vingativo e insano.

Está claro que não vai fazer nada para romper com o sistema vigente. Ele vai acelerar ao máximo essa onda que está destruindo o mundo. Vai facilitar as coisas para quem está roubando dinheiro das pessoas pobres. Vai militarizar a polícia. Vai tornar tudo mais difícil para as classes trabalhadoras. Grito isso para quem quiser ouvir. É o que vai acontecer se esse cara for eleito.

Como convencer as pessoas de que os esforços delas podem valer a pena?

Quase todas as noites, nas minhas turnês, falo às pessoas que elas devem se fazer uma pergunta: “Por que devo acreditar em direitos humanos iguais para todos, respeitando nacionalidade, cor, sexo?”.

É uma questão muito importante. Porque mesmo fazendo tudo o que podemos, talvez não seja o bastante. Eles estão destruindo o planeta o mais rápido que podem. Vendem armas para as pessoas, deixam que alguns roubem tudo dos outros.

Pessoas em alguns lugares do mundo são tratadas segundo uma política colonialista. Precisamos acreditar nos direitos humanos, iguais para todos. Acho que é mesmo uma questão de sobrevivência. Basta ler os jornais para ver que o planeta está sendo destruído muito rapidamente e, em alguns aspectos, de modo irreversível.

O ministro da Cultura do Brasil, Sérgio Sá Leitão, disse nesta semana que está “de saco cheio” de manifestações políticas em shows. Como você reage a essa declaração?

Esse cara está no emprego errado, tem de achar um novo trabalho. Não sei o ele que faz, mas não deveria estar numa posição de poder sobre questões culturais se dá uma declaração dessas. Porque cultura inclui música, e ela pode expressar muito da condição humana. Acho que ele deveria renunciar.

Você acredita que um show de rock pode ser um momento que muda a vida de uma pessoa?

Claro que pode, mas nada faz um show de rock ser especial nesse sentido. Qualquer momento na sua vida pode ser aquele instante transcendente.

Veja a essência transcendental do amor romântico. Se você tiver a sorte de se apaixonar, por uma mulher ou um homem, o gênero é irrelevante, você vai desatar amarras no seu coração que podem deixá-lo aberto a mudanças, não apenas em relação ao seu amor, mas em relação a tudo. Mas um show de rock tem força, apesar do que seu ministro da Cultura diz.

Você vai tocar um dia antes do segundo turno da eleição, em Curitiba, e em seguida fará a última apresentação da turnê brasileira em Porto Alegre, dois dias depois de a votação ser decidida. O que espera nesses shows?

Não tenho ideia. Essa eleição é muito importante. Na Alemanha, elegeram Hitler como uma coisa nova na política. “Nós precisamos desse cara!” Sério? Mesmo?

Você voltaria ao Brasil para fazer uma turnê durante um eventual governo de Bolsonaro?

Essa é uma pergunta muito boa… Por que não vou a Israel? Porque os palestinos oprimidos não querem que eu vá. Eu espero que, dependendo do resultado da eleição, os brasileiros não queiram que eu volte até que a democracia retorne ao país.

A democracia pode ser retirada de modo tranquilo ou violento neste grande país. Espero que não aconteça como em 1964, para retornar 21 anos depois. É preciso lutar contra o fascismo e o totalitarismo de qualquer maneira. Se isso acontecer aqui, vou continuar meu ativismo, fazendo o possível para ajudar a reverter isso.

Fonte: Roger Waters agradece vaias em SP e diz que Bolsonaro é corrupto e insano – 19/10/2018 – Ilustrada – Folha

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WhatsApp diz que filho de Bolsonaro foi banido por ‘comportamento de spam’

Diferente do que afirmou o senado eleito, a conta não foi bloqueada hoje (19), mas há alguns dias

[WhatsApp diz que filho de Bolsonaro foi banido por 'comportamento de spam']
Foto : Divulgação/Agência Brasil

Por Marina Hortélio no dia 19 de Outubro de 2018 ⋅ 17:40

Diferente do que afirmou o senador eleitor Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), o WhatsApp informou que o filho de Bolsonaro não foi banido da plataforma hoje (19), mas dias atrás.

Na manhã de hoje (19), Flávio postou uma foto de uma mensagem de bloqueio do WhatsApp e afirmou que é perseguido. Ontem (19), a Folha de São Paulo publicou uma reportagem sobre o esquema de compra de envio em massa de mensagens anti-PT para alavancar a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), pai de Flávio, pelo WhatsApp.

A assessora da empresa no Brasil afirmou ao BuzzFeed News que o político foi banido por ter um “comportamento de spam”, o que é vetado pela rede. De acordo com o WhatsApp, o banimento não tem relação com as denúncias feitas pela Folha.

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‘Vamos continuar com a resistência’, diz Roger Waters em show na Fonte Nova – “Grande cantor, Grande homem, Grande músico. Roger Waters !nada de Bolsonaro.”

(Foto: Arisson Marinho/CORREIO)
Show do ex-líder do Pink Floyd teve participação do Projeto Axé e homenagem a Moa do Katendê

Se alguém esteve alheio ao show que o ex-líder do Pink Floyd, Roger Waters, fez nesta quarta-feira (18) em Salvador bastava reparar no muro de camisas que se formou na Ladeira da Fonte. “Vendo camiseta, vendo camiseta do show”, anunciava um comerciante. Estampas de álbuns como The Wall e The Dark Side do The Moon, clássicos do grupo de rock progressivo, anunciavam a presença do astro britânico na Arena Fonte Nova.

Bastou entrar no estádio para perceber que muita gente tinha se programado para assistir à turnê Us + Them, afinal cerca de 30 mil pessoas garantiram seu ingresso para o show que já passou por São Paulo, Brasília e segue para Belo Horizonte, Porto Alegre e Curitiba. Teve gente que até arriscou uma aventura de mais de 12 horas de carro na estrada para não perder a passagem de Roger Waters pela capital baiana.

“A gente saiu de João Pessoa às 4h, passou em Recife para pegar um amigo, chegou em Salvador às 17h30 e foi direto para o estacionamento do estádio. Compramos o ingresso na hora! Gente, nunca fiz isso na vida”, gargalhou a dentista paraibana Isabel Wons, 30. “Mas faça, viu? É maravilhoso”, completou sobre a aventura que embarcou com o marido, o administrador Maxwell Wons, 35, e o amigo, o professor pernambucano Angeles Vinicius, 33.

Juntos, eles faziam parte do grupo de fãs que chegaram cedo para garantir um lugar bem perto do palco. “É um show épico, né? Um show que todo mundo precisa ver”, justificou Isabel. “A obra dele é política, mas vai além. É imperdível”, concordou Angeles. Maxwell também fez coro e ressaltou que é “claro que não podemos não falar de política, mas existem outras questões” envolvidas no som do ídolo. “Tanto Roger Waters quanto o Pink Floyd tocam na preservação da vida, dos direitos humanos, do direito das pessoas. Falta isso, hoje, você pensar mais no outro”, defendeu Maxwell.

Foto: Arisson Marinho/CORREIO

Foi a criatividade e a sensibilidade do cantor, baixista e compositor de boa parte das músicas do Pink Floyd que levou muita gente para o show histórico. Pessoas de diferentes gerações foram conferir de perto o legado do artista que apresentou 75% de músicas antigas na turnê que é batizada com um dos sucessos do disco The Dark Side of The Moon (1973). Clássicos dos álbuns Wish You Were Here (1975), Animals (1977) e The Wall (1979) estavam no repertório ao lado de canções do novo trabalho solo de Roger Waters: Is This the Life We Really Want?

“Gosto muito da criatividade musical e sensibilidade de Roger Waters, do aspecto humano mesmo. A tendência dele de estar atento ao mundo, ao que está acontecendo. Há muitos anos eles denunciam coisas que a gente achava que estavam enterradas e que continuam assustadoras. Por isso sou muito fã”, elogiou a bióloga Gabriela Macêdo, 37, que foi curtir o show com os amigos e o pai, o bancário aposentado João Neto, 65. Fã de Roger Waters e do Pink Floyd, João estava em seu segundo show, afinal viu a turnê The Wall em 2012. “Sou fã por causa da história dele, que perdeu o pai na guerra. Ele fala de sentimentos e afetos que não conseguiu vivenciar, por isso colocou na música”, resumiu.

Homem de poucas palavras durante o show, Roger Waters deixou que as projeções no telão de 70 metros de largura por 14 de altura falassem por ele. Suaves no início e cada vez mais incisivas com o passar do tempo, as imagens não só ilustravam suas músicas, como provocavam a plateia. Entre as frases exibidas no telão, estavam “Trump é um porco”, em referência ao presidente dos Estados Unidos, “resistir à polícia militarizada”, “resistir ao anti-semitismo” e “resistir aos crimes de guerra”.

VEJA MAIS IMAGENS DO SHOW

Um dos pontos fortes do show foi quando as crianças e jovens do Projeto Axé entraram em ação, na música Another Brick in The Wall, e abriram seus macacões feito super-heróis para exibir camisas com a palavra “resistir”. Outro destaque foi quando Roger Waters denunciou o neofascismo no mundo e citou políticos como Trump; Le Pen, na França; e Farage, no Reino Unido. Na lista, acrescentou o Brasil, mas no lugar do nome do candidato Jair Bolsonaro (PSL), que apareceu em São Paulo, foi colocada uma tarja com a frase “ponto de vista censurado”.

Apesar do posicionamento crítico do artista, que provocou polêmica e até brigas na capital paulista, o público o aplaudiu, fazendo coro ao gritar “ele não”. Com o semblante surpreso, Waters agradeceu aos fãs com os punhos cerrados no alto. “Suas crianças são incríveis, muito bonitas e talentosas. Vamos continuar com a resistência”, vibrou, elogiando o Projeto Axé. No final do show, segundos antes de encerrar, Roger Waters exibiu a imagem do Mestre Moa do Katendê, para homenagear o artista assassinado em Salvador, no dia 8 de outubro, por causa de uma discussão político-partidária.

Mestre Moa do Katendê foi homenageado no show de Roger Waters (foto: Divulgação)

Fonte: ‘Vamos continuar com a resistência’, diz Roger Waters em show na Fonte Nova – CORREIO | O QUE A BAHIA QUER SABER

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Modelo emergente faz brasileiro preferir candidato com imagem de defensor de ricos 

Campo foi feito antes de informações sobre participação de empresas na contratação de serviços via WhatsApp

 Os dados divulgados pelo Datafolha sugerem estabilidade do quadro eleitoral para presidente da República a dez dias do segundo turno. Se a onda conservadora parou de evoluir, o fez em patamares confortáveis a Jair Bolsonaro (PSL).
Os candidatos Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), que disputam o segundo turno
Os candidatos Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), que disputam o segundo turno – Ricardo Moraes/Amanda Perobelli/Reuters

A maré está favorável a ele, que consegue oscilações positivas em segmentos estratégicos como os menos escolarizados e os mais jovens.

No entanto, vale ressaltar que o campo foi feito antes de informações reveladas pela Folha sobre a participação de empresas na contratação de serviços via WhatsApp para a campanha de Bolsonaro. Dependendo de como a repercussão se dará e em quais estratos se concentrará, mudanças podem ou não acontecer.

A atual diferença em 18 pontos percentuais para Fernando Haddad (PT) só é superada, em período equivalente, pelas vantagens de Lula sobre Serra e Alckmin nas fases decisivas dos pleitos de 2002 e 2006, quando o petista chegou a abrir vantagens de 32 e 20 pontos, respectivamente.

No segundo turno de 1989, faltando dez dias para a eleição, Fernando Collor (PRB) oscilou negativamente de 54% para 52% e Lula positivamente de 46% para 48%, empatando tecnicamente a corrida. Em 2010, na mesma época, Dilma Rousseff (PT) chegou a 12 pontos de diferença em relação a José Serra (PSDB) e em 2014, nesse período, a petista ainda estava numericamente atrás de Aécio Neves (PSDB) —a virada foi detectada a uma semana da votação.

Com o panorama, percebe-se que a campanha de Haddad entra em período crítico, onde só uma turbulência importante poderia afetar a “velocidade de cruzeiro” da candidatura do capitão reformado. O grau de cristalização do voto supera 90%, especialmente entre eleitores de Bolsonaro.

Esse grau de fidelização, combinado à rejeição majoritária ao petista, sugere diminuição do espaço a ser trabalhado pelo PT. A desconstrução do adversário em estratos de grande peso quantitativo na composição do eleitorado, como os setores intermediários da classe média, poderia ser uma saída.

Haddad repete em escala nacional a dificuldade que demonstrou em sua campanha de reeleição para prefeito de São Paulo, de se comunicar com esses segmentos economicamente ativos, de escolaridade média e superior, mas que ganham salários baixos e não alcançam os níveis mais altos de acesso a itens de conforto.

Diferentemente dos excluídos, presentes em maior parte no Nordeste (único estrato em que o petista ganha de Bolsonaro com 60% dos votos válidos), o miolo da classe média passou por um processo de aburguesamento de valores em que o autoritarismo de Bolsonaro promete trazer ordem aos serviços públicos, para que possam alcançar na esfera privada (proteção à família, instituição mais valorizada pelos brasileiros), por méritos próprios (trabalho), o estilo de modelos das classes mais altas que aspiram. Tudo sob a proteção divina (a maioria da população acredita na existência de Deus).

Não à toa, a maioria descarrega votos no candidato do PSL, mesmo o considerando, segundo os dados, defensor dos ricos. É a primeira vez que um candidato à Presidência da República lidera a disputa carregando a alcunha.

Desde que o Datafolha começou a aplicar essa pergunta, os nomes mais citados no quesito eram justamente os que viriam a ser derrotados —os tucanos Geraldo Alckmin, José Serra e Aécio Neves.

Talvez porque nenhum deles trouxesse consigo não só a marca forte de combate à violência, adequada à demanda, como também e principalmente a sinceridade que o eleitor identifica em Bolsonaro.

Haddad, pessoalmente, não domina esses códigos, ao contrário de seu padrinho Lula, que conseguiu liderar a corrida presidencial mesmo preso por corrupção.

Nas perguntas de imagem dos candidatos, o ex-prefeito de São Paulo é primeiro colocado em apenas dois tópicos —o que mais defende os pobres (espólio lulista) e o que mais faz promessas que não poderá cumprir (marcador de desconfiança).

O antipetismo é enraizado nas classes mais altas, mas é relativizado pela figura do ex-presidente nos setores intermediários da classe média. Bolsonaro ocupou boa parte desse território pela linguagem anti-intelectual, já que o PT perdeu seu interlocutor com o segmento.

Sob esse aspecto, a proposta de Ciro Gomes (PDT) no primeiro turno de tirar o nome dos devedores do SPC tem muito mais aderência junto ao estrato cidadão/consumidor do que políticas públicas de difícil compreensão. Mas os irmãos Gomes, candidatos a mediar a interlocução com o segmento no segundo turno, optaram por protagonizar, a exemplo do general Mourão do lado adversário, desconfortos à campanha.

Agora, engana-se quem acredita que a possível vitória de Bolsonaro configure um “cheque em branco” da população ao capitão reformado. Como se verá nos dados que serão divulgados por esta Folha nos próximos dias, os brasileiros condenam práticas antidemocráticas e violentas que marcaram a ditadura militar no país.

Fonte: Modelo emergente faz brasileiro preferir candidato com imagem de defensor de ricos – 18/10/2018 – Poder – Folha

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Câmara pagou voos para filho de Bolsonaro treinar tiro em SC 

Desde o início do mandato, o parlamentar viajou frequentemente para o litoral catarinense, onde tem amigos e pratica o tiro esportivo, e para o Rio Grande do Sul, onde morava a namorada

[Câmara pagou voos para filho de Bolsonaro treinar tiro em SC]
Foto : Reprodução/YouTube

Por Marina Hortélio no dia 18 de Outubro de 2018 ⋅ 13:00

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL), filho do presidenciável pelo mesmo partido Jair Bolsonaro, aparece em um vídeo de uma sessão de tiros no Clube e Escola de Tiro 38, em Santa Catarina. As imagens foram postadas em um canal do YouTube com o nome do parlamentar no dia 28 de agosto de 2016.

Um dia antes, Eduardo usou uma passagem paga com verba da chamada cota parlamentar para viajar do Rio de Janeiro para Florianópolis.

Reeleito pelo estado de São Paulo, desde o início do mandato, em 2015, o parlamentar viajou frequentemente para o litoral catarinense, onde tem amigos e pratica o tiro esportivo, e para o Rio Grande do Sul, onde morava a atual namorada, a consultora e psicóloga Heloísa Wolf.

De acordo com a prestações de conta no sistema de transparência da Câmara, o gabinete de Eduardo pediu o reembolso de 21 passagens que tinham como origem ou como destino Florianópolis e uma cidade vizinha, Navegantes, entre outubro de 2015 e o mesmo mês de 2016.

No mesmo período, também foi solicitado o reembolso de outras 13 passagens que tiveram como destino ou como origem Porto Alegre e Caxias do Sul.

Fonte: Câmara pagou voos para filho de Bolsonaro treinar tiro em SC – Metro 1